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Mostrando postagens de Julho 22, 2011

Encontro com Ana Cristina Cesar

Minhas flores são virtuais, não há canteiros ao pôr do sol metalizado desses meus dias irreais. Tanto amor e nenhuma possível paixão. Estou só e decadente, marginalmente decadente, no desespero das horas naufrago em minhas nuvens. Há pedaços de ideologia, medo, sensações perdidas e uma velha bandeira repleta de história nascidas para o aborto. Meu cardápio de equívocos é servido a molho frio. Há o frio e corações amargos ao amanhecer do ri que é só dor em lençóis de circo. Amo o que não existe, idealizo minhas dores, vivo amores distantes enquanto vou envelhecendo ao sabor do tempo. A morte não existe, a morte não encerra nada, ela é e pronto. Vou ao cemitério, não ao cemitério de tudo que é morto, o cemitério que vou está guardado nas minhas vagas paisagens ciganas. Ando sobre cacos de vidro, fumo nuvens ácidas e beijo orixás bêbados. Em minha companhia tudo que invisível floresce. Sujo pelo meu próprio gozo arame farpado me delicio no ócio de não ter para além de mim prazer. Há uma 2ª gue…