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Mostrando postagens de Agosto 26, 2011

Ouvir e escutar*

As vozes da comodidade são suaves e sempre dizem o que desejamos escutar, quando apenas deveríamos ouvi-las. É tão cômodo quanto perigoso pautarmos nossas vidas sobre as mesmas e velhas emoções, é mais seguro a não convivência com o senso comum. Estar ao abrigo seguro de emoções conhecidas é bom, mas é necessário estar preparado para o inesperado, pois é ele o maestro das ações cotidianas as quais não temos o menor controle, não sejamos criaturas lógicas em demasia, somos movidos por paixões. Adjetivos são maravilhosos e sempre bem aceitos pelos ouvidos, mas há os imperativos que mesmo nunca ditos se impões, “verdades” emocionais podem nos deixar nus, “mentiras” emocionais nos fazem crer o quanto somos maiores ou menores do que realmente somos. Por vezes é mais que acertado nos olharmos sem complacência, sem o escândalo emocional de nos sabermos mais importantes que o simples fato de existir. Não sei qual é a medida certa para existirmos na paz das nossas emoções, mas sei a medida erra di…