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Mostrando postagens de Agosto 29, 2011

Palavra é foda!!!

Minha mãe sempre diz que peixe morre é pela boca, mas come também e como come. Tenho observado a carência das pessoas, como meia dúzia de palavras ou um poeminha seboso faz com que muita gente entregue o cartão do banco com senha ou pule de uma ponte para provar que ama o dito ou a dita cuja. Cruz credo. O mesmo e velho canalha de sempre jura que ama os pobres e oprimidos, desde que eles continuem pobres e oprimidos, é o herói do povo, o povão não resiste a uma boa cafungada na orelha, nada como mentir com elegância. Mentira, tenho certeza que ouvir mentiras é tão viciante quanto contá-las. Manuel Bandeira um dos poucos poetas brasileiros já dizia há quase um século: dane-se o lirismo com hora marcada, que estava farto do comodismo e das palavras certas nas horas sempre “incertas”. Manuel Bandeira estava certo. Quero as palavras erradas nas horas erradas, ninguém entende mais de mim que eu mesmo e há quem busque em tuberculosos corações entender suas próprias dores, gente doente, gente …

“A casa do lago”

Escrevi todas as noites cartas datadas sempre dez anos à frente, assim quando contigo não estiver terás a sensação que nunca te deixei. Hoje estou a escrever em 20 de agosto de 2021. Chove, todos em minha casa estão em crise, é quase setembro, decidi plantar flores no meu pequeno quintal. Guarda contigo nossas lembranças, nossas cartas, teu livro sempre prometido, o amor sempre promessa velada nas entrelinhas das desconfianças, mas não façamos disso um monumento ao passado, passado algum merece a alegria do presente. Gostaria de saber dirigir, sair ao anoitecer, ir até a Paraíba encontrar o saudoso poeta, dirigir sobre essa chuva triste, ouvir Carla Bruni, sonhar com teu abraço quente, abraço nunca dado. O idealizado dói pelo limbo das emoções que é erguido. Não é o mal, mas sim o bem que machuca por não ter sido, o bem que não acontece dói mais que o mal. Às vezes penso que já morri, tudo não existe em cores, há apenas uma única cor dessa ausência das coisas essenciais. Estou lendo “Razã…