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Mostrando postagens de Setembro 27, 2011

Non, jê ne regrette rien

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Não me arrependo das flores plantadas em corações áridos, da embriaguez sem sentido. Não me arrependo do mal que fiz tão pouco do bem cultivado, das cicatrizes na alma, da solidão ideológica. Não me arrependo de não ter ido embora quanto tudo foi expulsão e medo, das alegrias fúteis, do bem feito e do mal recebido, das traições e do convite a festa alguma. Não me arrependo da hora nunca marcada, das horas perdidas, do silêncio na hora errada. Não, não me arrependo dos corações perdidos, da gilete nos punhos, dos passos a esmo, dos dias nos quais fui bandido e herói, das canções em línguas mortas, da poesia gasta e do suor derramado sobre corpos irreais ou fúteis. Não me arrependo dos santos ou dos demônios, de ter sido anjo e demônio, de abrir minha casa a monstros e anjos, do vazio programável ou da dor constante. Espero morrer em um dia de chuva fina, ser enterrado em um dia de chuva fina, quero um dia de primavera ser enterrado ao escurecer, não me arrependo das noites longas para aleg…