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Mostrando postagens de Novembro 13, 2011

Distância e felicidade

Segue os dias e a medida da distância para ser feliz me parece à medida de com qualquer outra pessoa compartilhar só o necessário. Cada um tem seu ideal de necessário, eu tenho o meu e nele cabem pouquinhas coisas e um ou dois corações que o meu bate feliz quando encontra. Uma pequena palavra que vira terremoto, um besteira que se ergue como se fosse a descoberta do verbo por um mudo, um abraço azedo ou um ri sem sentido, o mistério da permanente felicidade e a terrível briga de egos me levam ao auto-exílio. Celular ligado só o suficiente para o trabalho, e-mails quase nunca respondidos, cultivar meus pés de mamãos, brincar na Purificação com minha filha, escrever sem compromisso cartas soltas sem leitores definidos. Tenho perdido o interesse por feedback, na verdade tenho até medo quando o telefone toca, o silêncio me consola e já tenho um bom relacionamento com a solidão.Ser inconveniente me apavora o espírito só em pensar, por isso tenho o costume de não ter agenda telefônica ou plato…