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Mostrando postagens de Novembro 16, 2011

Ao som da chuva

Viver em uma pequena cidade requer certa imaginação para não ficarmos a rodar rodar no circuito fechado do tédio sempre presente. Todos os dias é preciso certo esforço para não devorar a si mesmo em um ir r vir sem fim do que se é. Todos os dias as mesmas pessoas, as mesmas saudações e a novidade é não ter novidades, a alegria tem hora marcada para chegar bater o cartão de ponto e ir embora. Sem livrarias, cinema, outra diversão que não seja futebol, bar e vez por outra alguma peça no teatro não é muito difícil sentir-se ilhado na embriagues do tédio. A rotina é tão seca que chega um momento no qual ficar em casa é a melhor diversão, deitar, dormir, dormir e esquecer o tempo repetitivo la fora. Mil planos, idéias sobre tantas coisas, uma gravidez que parece feita sobre medida para o aborto, é assim que me sinto, grávido e eternamente abortando, engravido pela manhã e a tarde sangro. Cidades pequenas, sem grana, pouco vale uma gravidez por mais bem intencionada que ela seja. A gravidez al…