Casinha de qualquer cor

O que quero? Uma casinha e nem precisa ser branca ou no campo, alguém que me desperte emoções não cardiologicamente perigosas. Alguém que não ria das minhas cansadas pálpebras. Achar o reflexo para nossa alegria não é como cruzar uma rua.
Emoções, sim, tê-las ainda é um bom negócio, se não tê-las é melhor chá de camomila no lugar de bebedeiras solitárias entre dias e madrugadas com eterno gosto de domingo. Emoções reais de carne e osso, aquelas que nos acorda com sorriso ainda tonto de sono e nos convida a andar pelas ruas em dias frios.
Sonho sempre com uma rua em dias de cinza inverno. Lá vou eu, o céu nublado, vento nos cabelos, ouvindo meu cd: “Romântico internacional volume 04”, nada mais combina comigo que essas canções simples e adocicadas em excesso.
No fim e para o fim tudo vai chegando para o lugar, aquela dor que parecia insuportável já não apavora mais, coisas simples fazem todo sentido do mundo, casa e comida nos servem ao abraço dos dias, não ao desespero, tempera-se o coração com o delicado que aos nossos olhos nos diz: bom dia.
Sem invencionices, vanguardas envelhecem, emoções talvez não, emoções são energias e estão por aí, matéria e corpo fazem bem ao que da alma nos traga conforto. Não vou beber por coração algum.
Hoje tudo parado em Santo Amaro, ta um clima bom, um pouco frio, algo de alegria, sinto um conforto na alma, vontade de caminhar pela praia. Não isso não é um diário, é só a pintura que dos meus olhos pulam em calma e paz.
Mergulho, cair dentro de si mesmo, ir pelo coração, pular dentro dos pulmões como se estivéssemos em um “pula-pula” nesses parquinhos de diversão, brincar com os neurônios e no fim descobrir que não há alma alguma, que tudo ali é feito para não ser sempre o que é, mas valeu à pena o mergulho, ri com a simplicidade das coisas e nunca entendidas, porque somos tão simples quanto um primeiro amor, tão complicados quanto um segundo amor.
Contatos: ediney-santana@bol.com.br ou http://edineysantana.zip.net







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