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“Costa Concórdia”

Nem toda maneira de amar vale a pena, às vezes é melhor ficar sozinho do que caminhar vazio pelo convés de um “Costa Concórdia” com seu capitão mesquinho e ébrio de covardia.
A pior coisa que há é sentir medo de gente, a ausência do amor pode nos levar a sentir esse medo. Gente é e era para ser parceira, mas me parece que gente vive sempre a construir uma ponte de indiferença que surgi à primeira piscadela de olho.
Coração pouco, meu transplante primeiro. Parece ser o mote desse nebuloso cruzeiro rumo ao nada. Nosso Costa Concórdia segue por águas românticas, tudo lindo e maravilhoso se não estivesse em seu comando a “Orquídea Negra” do “prazer” que é “só meu” e mesmo com rachaduras no casco muita gente caminha feliz pelos corredores acreditando que a viagem vai terminar bem.
Amor, amar com alegria, ser do outro parceiro, não ser do outro refém ou escravo. Amor é tudo que não rima com dor, embarcar na nossa canoinha e sair por aí com o bem que se faz bem.
Amor é tudo aquilo que somando dois não neutraliza um, ser dois sem deixar de ser a si mesmo, ter o prazer do corpo na alegria de se permitir nas próprias emoções e nunca jogar nas pedras o bem que nos quer bem.
Se não há amor, tesão, alegria de está vivendo na paz de dois o melhor é não embarca neste cruzeiro de ilusões, não fazer da vida um “Costa Concórdia”. Há ainda alegria de se viver gente de ser gente...
Contatos: http://edineysanyana.zip.net ou ediney-santana@bol.com.br











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