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Transforme seus erros em acertos

Um dia você acorda e descobre que aos sessenta anos de idade pode começar a viver o que nos seus vinte não viveu, que amor não acontece só uma vez. Um dia você acorda e percebe que não adianta bater em ponta de faca, que a fé pode até não remover montanhas, mas pode te ajudar a cartoná-las.
Um dia você acorda e percebe que além do que você tem pode ainda conquistar mais, esse mais chama-se paz, equilíbrio e alegria.
Você descobre que é falível e deixa de cobrar a si mesmo uma perfeição que não existe, entende que só erra quem é humano e saber-se humano é saber lidar com os fracassos e não afogar-se em mágoas sufocando os possíveis sucessos.
Um dia você descobre que passou a vida trabalhando, preocupado em juntar dinheiro e acabou mesmo foi sendo escravo do trabalho, tendo como patrão o dinheiro que você nunca usou para ser feliz, porque o medo da pobreza fez você viver como pobre e você nem percebeu.
Um dia você acorda, olha-se no espelho e nota pela primeira vez o quanto envelhecera, mesmo tendo ainda vinte poucos anos, percebe pela primeira vez que se envelhece também espiritualmente, mas que ainda é possível viver intensamente sua juventude. Um dia você acorda e percebe o quanto de coisas boas deixou escorrer por entre os teus dedos, mas nota também que sempre é possível construir coisas novas e o novo como cantou Belchior, sempre vem.
Um dia você acorda e deixa de ter ideias fixas, deixa de opinar sobre tudo, percebe que não saber tudo é o natural da nossa vivência e que assumir a ignorância é o primeiro passo para aprender.
Um dia você acorda e larga mão de insistir em um amor que só você sente por uma pessoa que te olha e não te enxerga. Você percebe que o que mais tem neste mundo é gente e mesmo ninguém sendo de ninguém, há sempre alguém para amarmos e a solidão às vezes é uma ótima conselheira.
Minha mãe sempre diz: quem quer a gente ama, quem não quer a gente deixa. Vivemos muito pouco para sempre andarmos sem sairmos do lugar, como se estivéssemos em uma esteira rolante da mediocridade, ande! Em algum lugar você representa luz.
A primeira paz a ser conquistada é a do lar, a natureza nunca vai ter fim, o meio ambiente artificial criado por nós sim, a natureza se reinventa lentamente pelo tempo e nos seus planos talvez um dia esteja a nossa extinção como gênero humano, como pessoas ela nos trata como bonecos tolos coroados pela ilusão que diante a grandeza do universo temos alguma importância.
Olhe bem como tratamos a natureza, você acha que ela sempre vai ser tolerante conosco? Então faça a sua parte, respeite os seres não humanos como você respeita os seres sangue do seu sangue, carne da sua carne. Não é só uma questão de bondade e respeito, é uma questão de sobrevivência.
Um dia você acorda e percebe que amigos não são os que sempre riram das nossas bobagens, que muitas vezes seus amigos eram amigos tão somente do que você tinha ou representava e que chegou o momento de encontrar pessoas sinceras que olharão nos teus olhos com carinho e ternura não importando o que você tem ou o que você representa.
Não force amizade com pessoa alguma, não finja ter uma intimidade que não tem, mas seja sempre gentil e solicito, não discuta com os que têm opinião formada sobre tudo, sobre os que são convictos das suas santidades.
Um dia você acorda e nota que o mal tem um lado bom, o mal nos revela as coisas como elas são, não só as coisas, mas as pessoas também. O mal retira a mascara das pessoas impolutas, poço das virtudes e nos mostra o quanto são elas cruéis e mesquinhas, então entenda o mal como um grande aliado do bem.
Se você tem filhos ande por aí com eles, vá à praça, tenha momentos de descobertas mútuas, entenda quem é a criatura que te chama de pai ou mãe, sair com os filhos é um momento único. Não troco um momento com minha filha por nenhum outro momento com pessoa alguma.
Um dia gostaria de acordar, andar pelas ruas de Santo Amaro e encontrar uma cidade não agressiva, em que as autoridades sejam do bom, tenham a sua volta pessoas do bem para fazer o bem e não pessoas que dormem e acordam pensando como destruir vidas, assegurando a perpetuação da desumanidade como meta entre as relações e o estado permanente de angústia como instrumento de poder e ódio.
Um dia você acorda e percebe que a cura da sua doença incurável, o acidente que você escapou, os caminhos que te levaram para longe de pessoas ruins, que tudo isso foi a natureza te oferecendo uma nova e talvez única chance de ser gente e ser feliz... Porque poucas pessoas são solidárias na dor e tenha certeza quando ela chega quase sempre estamos ou ficamos sonzinho.
Contatos: http://edineysantana.zip.net ou ediney-santana@bol.com.br











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