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A vida é muito curta para que eu mantenha amizades com gente sacana e sem educação, a vida é breve para que eu me apaixone por gente fútil, a vida não vai me poupar por passos errados em direção a quem não presta, a vida não vai ser doce comigo se eu abraçar e levar espinhos para cama, a vida não vai segurar minhas mãos se eu insistir em beijar quem tem cheiro e sabor de morte.
Não, a vida não suporta imbecis do tipo que ainda manda flores. Não me interessa essa gente grossa e sem educação sentimental, sanguessugas espirituais , gente que ri com punhal nos dentes, vivo só, ando só e sei dos meus caminhos. Não gaste o teu precioso tempo com quem ver em você apenas uma ponte não um coração. Chega de gastar energia com quem vive sempre na escuridão, seja feliz, seja o amor da sua vida. A vida não vai ter pena de você por isso ame com toda intensidade teus momentos.
Como Fernando Pessoa, estou farto de semideus e dos deuses também, dessa gente que não é de verdade. Deste carnaval imundo, dessa gente que mija na rua, cospe no chão e dança ao som de música ruim, desses cantores cretinos e suas músicas cretinas pagas com dinheiro público.
Gente vazia celebrada por gente vazia, mídia baiana horrorosa que na hora do almoço coloca essas pragas cantantes em meio a notícias de assassinatos. Ao inferno todos! Povo cúmplice com essa cafajestada toda, povo que sonha com a Casa Grande, mas se contenta com o lixo de ruas violentas e hospitais que estão mais para açougues.
Juventude medíocre, vai às ruas para protestar contra a Rede Globo depois compra discos da Maria Gadu, gestação e cria da Globo. Gente cretina que sai às ruas para pedir a liberação da maconha, gente serviçais do narcotráfico. Uma mulher foi morta no centro de Salvador enquanto amamentava seu filho: a Bahia se calou, todo mundo preocupado com a merda dos trios e seus artistas de merda com suas músicas de merda.
Inumanidade como paixão e vida desse país domesticado pela indiferença, cada um por si e foda-se os outros. País Macunaíma , povo Macunaíma, verdades Macunaímas, sexo Macunaíma. Evoé todo os diabos que aqui reinam, Evoé minha dor, tua dor. Evoé literatura silêncio, Evoé os que odeiam o Big brother, mas sonham com uma entrevista no Jô, Evoé meu povo assassinado pelo Estado Brasileiro, Evoé Estado lixo, mentiroso e facínora, Évoé todos os bispos de araques e seus impérios da fé e crime contra as emoções em frangalhos de um povo que só queria ser feliz.
Se Hitler fosse brasileiro seria chamado de “pai dos pobres”, “amigo do povo”. Aqui não importa de onde venha a grana, o que importa é que ela chegue ao bolso, grandíssima ética brasileira é: não vi, não sei, mas se você tem grana sou seu amigo, vou para cama contigo.
O extermínio nazista, os que se fartam das migalhas do crime, o poder político a serviço de narco- empresários e a caneta da impunidade dando salvo conduto a todos. Evoé santidades de papel. E ainda há o moralismo, os que julgam os outros pela aparência, pelo terno, pela cor da pele, pela religião, pela opção ou condição sexual, os que se preocupam com quem você vai para cama, como se sua cama fosse da conta de pessoa alguma. Pouco me importa se a presidente é assexuada ou não o que me importa é que ela seja decente no gerir a vida de 190 milhões de pessoas.
Pouco me importa sua cor, se você é gay ou não, se você acredita em Deus ou não, me importa é se você não vai tramar com o mal contra minha vida, sua vida pessoal não me diz nada. Todos criminosos que conheço se dizem tementes a Deus, sabem versículos da Bíblia de cor. Nunca vi dizer que um ministro ateu foi preso, todos cristãos, todos se dizem da família e da pátria, mas roubam milhões e dos seus ternos, crenças mentirosas e cabelos bem cortados voltam para casa dando bananas para todos nós. Crer em Deus ou não, não faz de pessoa alguma melhor ou pior, sua relação com suas crenças religiosas é pessoal e nunca deve ser entendido como salvo conduto. No passado a Igreja Católica pregava que os negros não tinham alma e os índios adoravam o diabo, pense nisso.
Os lobos bebem nosso sangue trabalhador e em troca sempre nos dão a esperança de que tudo vai melhor. Estou de saco cheio de esperanças, quero o melhor no meu agora.
País mambembe, 5ª economia do mundo com um povo vivendo em chiqueiros públicos, chega, é possível sim ser feliz agora. Meu coração agora quer descansar, amar, ser feliz, sentir o leve do dia, o amor do tempo, a alegria das horas, não vou cantar a desesperança, canto o amor, o amor que é paixão, beleza e amizade.
contatos: ediney-santana@bol.com.br ou http://edineysantana.zip.net

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