Inspiração

Há muitas coisas sagradas na vida, a própria vida é o bem mais sagrado que temos, mas há algo extremamente importante: paz de espírito. Acordar e ri da camisa ao avesso, dizer bom dia a si mesmo. Não nascemos para ter medo uns dos outros, mas estamos nos afundando na desconfiança, temos receio de até mesmo apertar uma mão, quem nos dera saber que da nossa espécie só tivéssemos amor e solidariedade.
Ouço músicas tristes porque elas me deixam calmo, músicas sem vozes, não tenho medo do viver, meu coração é inquieto demais para temer o enfrentamento pela vida, gosto de flores e das cidades pequenas desta minha Bahia, eu amo gente, mas não pessoas, amo o gênero humano, me fascina essa viagem que nossa espécie faz através dos séculos.
Tem dias que amanheço espírita e durmo ateu, há momentos que sou todo para o mundo, há os dias nos quais sou tão fechado que o mundo deixa de existir. Sou um coração sincero, aprendi a educar meus sentimentos, estou mais calado e sem muitas aspirações.
Escrevo com calma minha história, busco ao menos um final com dignidade e paz, um pequeno lugar, sem dor ou medo, talvez volte para o sertão e me esqueça por lá, plantar algumas coisas, fazer a alegria do meu coração com essas coisinhas simples.
É tarde, pouco sono, o silêncio diz coisas que não suporto ouvir, bebo um pouquinho para espantar a solidão, lembro de uma antiga namorada, há algo de encanto, há algo ainda guardado entre a poeira e o silêncio da minha vida.
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