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Um dos problemas do ensino e aprendizagem nas escolas é como deve ser feita a avaliação dos educandos e se for feita quais os instrumentos professoras e professores devem usar para realizar avaliações seguras dos seus alunos e alunas.
Um fenômeno assombra salas de aulas, com o crescente desprestígio de professores (as) muitos alunos (as) invertem o papel e negam a capacidade técnica pedagógica dos professores (as) em avaliá-los, os alunos (as) ditam as regras e exigem serem avaliados segundo seus critérios ético- pedagógicos.
Claro que o professor (a) não deve ser e não é o dono (a) da razão suprema nas escolas, claro também que a auto-avaliação feita por alunos (as) é necessária para a sua atuação como agente ativo no seu próprio processo de formação, assim como também a reflexão da própria prática pedagógica é um dos instrumentos dos professores (as) para uma constante reavaliação da sua atuação como agente intelectual no ambiente escolar.
Certo é que com a negação do professor (a) em sua importância profissional e o fazer pedagógico ter sido absorvido por uma mórbida política educativo oficial, cada vez mais a própria escola enquanto espaço de interação, ensino e aprendizagem vai perdendo seu sentido, a escola aos poucos vai se tonando um espaço burocrático tão somente para outorgar certificados e diplomas.
A busca desesperada por um diploma parece sobrepor a busca por conhecimento, não por acaso cursos supletivos ganham muito dinheiro oferecendo “Certificado de 2º grau em apenas um mês” ou bisonhas faculdades dedicadas em ensinar a picaretice intelectual estão na lista da preferência da estudantada. Tudo isso abençoado pelo MEC e pela maior pedagoga do país: a ignorância.
A violência permeia salas de aulas. Violência intelectual quando o ensino é uma muleta em currículos vazios e desconectados com a realidade dos educandos e dos profissionais em educação, a violência do faz de conta em que criar-se a ilusão que a escola é um templo sagrado do conhecimento, mas na prática é o templo sagrado da intolerância de ideias, a violência física que deixa todos coagidos e desesperados de no fundo saberem o quanto governo e a própria sociedade estão pouco ligando se dentro das escolas as pessoas aprendam ou ensinem algo ou ainda se vão se canibalizarem, contudo que nunca seja declarado o número de alunos evadidos, é preciso assegurar verbas. São FUNDEB da corrupção que não nos proteja.
Tudo é permitido, inclusive elevar a ignorância ao status de Doutora honoris causa por serviços prestados para idiotização de um povo.
Como não lembrar das universidades públicas brasileira ao ler Tabacaria poema de Fernando Pessoa?

“Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?

Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -

Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,

E quem sabe se realizáveis,

Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?

O mundo é para quem nasce para o conquistar

E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.”

Em qualquer jornada pedagógica podemos encontrar esses “gênios” da pedagogia, da “solução” para todos nossos problemas, falam o que professores (as) querem ouvir e por isso mesmo vendem milhões de livros cheios de bobagens acadêmicas que na prática pouco nos dizem sobre os graves problemas da educação real, pé no chão, literalmente pé no chão.
Um país em que ter um mestrado ou doutorado serve como amostra de desigualdades social não pode ser leva a sério. Um amigo me disse certa vez que para consegui ser aprovado no mestrado da UFBA teve que se matricular como aluno especial e fazer “amizade” com um professor, e que essa prática era comum em todas universidades públicas. Nunca terei mestrado, não nasci para puxa saco intelectual.
Não por acaso nossas universidades ocupam lugares constrangedores entre as universidades do mundo, nossa melhor classificação é da Unicamp, segundo o site http://www.timeshighereducation.co.uk aparece em 276º lugar, em primeiro lugar está a California Institute of Technology nos Estados Unidos.
O analfabetismo intelectual é a grande estratégia pedagógica da educação pública brasileira, o resultado prático para o governo é a manutenção do caos como ordem, a garantia de que não será questionado em sua estrutura, o governo sabe quanto o coro dos descontes é ralo e não abala suas raízes, mas o governo não está sozinho nisso, parcela significante de alunos (as) professoras (es) e de eleitoras (es) são co- autores neste projeto, o que é lamentável e profundamente triste, como naquele programa do Silvo Santos no qual as pessoas de olhos vendados trocam objetos, troca-se aqui a felicidade de um país viável por um cargo ou a ilusão de que todos fazem parte da festa, pode até ser de alguma festa, a festa da estupidez.
Contatos: ediney-santana@bol.com.br , http://edineysantana.zip.net
















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