Ao amor e ao ódio


O medo político e o terror geram a desgraça e  miséria para milhões de pessoas, mas também geram a riqueza para alguns poucos e é mantendo a esperança no coração de milhões de pessoas pobres ou miseráveis que o fazer político para o crime vai se perpetuando no país.
Desde que o país foi redemocratizado nenhum presidente ousou enfrentar as estruturas que geram as desigualdades sociais. Vivemos em um país de paliativos, e são esses paliativos mascarados de programas sociais que servem para cretinos se eternizaram como grandes personalidades da política quando não passam de sevicias do crime e da barbaria representados por narco-empreiteiras, todos nossos presidentes foram eleitos com ajuda de dinheiro sujo, em verdade não foram nossos presidentes, foram e são presidentes de empreiteiras e suas eternas obras pagas com nossa falta de saúde, desemprego, violência e toda sorte de humilhação social.
Estamos mais uma vez em uma campanha política, no lugar do debate e da celebração de uma democracia saudável vamos assistir a desordem, truculência, abuso de poder econômico, manipulação de agentes de segurança, difamações e calunias devidamente plantadas sobre o manto do anonimato para induzir o eleitor ao erro, o que quase sempre acontece, e esse erro coloca no poder as mais perigosas personalidades que jamais deveriam ser responsáveis por tantas vidas.
Por outro lado cabe ao povo sentir mais suas dores, não cair no canto moribundo e fúnebre de que é frágil e precisa de heróis, o que o povo precisa e despertar o amor próprio e sair da condição de coadjuvante da democracia para ser seu principal personagem. Quem é o povo? Quem criou essa ideia? A presidente é povo? O governador é povo? Para a classe dominante povo é todo aquele que se contenta com pouco, que troca uma condição progressiva de vida pela sempre mesma velha instável e incerta esperança, de que como canta a música Guilherme Arantes, “amanhã será um novo dia.” Quero um o novo dia hoje, o amanhã não faz parte da história de pessoa alguma, a vida acontece neste agora, quem sonha com o amanhã se distancia da realidade, e tudo que os controladores sociais querem é um povo que viva a sonhar com o amanhã e esqueça-se do prazer de se viver o agora.
Durante as greves das professoras e professores ouvi de agentes (em cargo de comissão) da Sec. de Educação do estado que os grevistas eram baderneiros, a justiça decretou a ilegalidade da greve e o governo com sua estratégia de propaganda colocou a população contra os professores e professoras.
Juízes e promotores não são povo, são cidadãos, vivem em outra esfera e com seus super salários não fazem greve, não sentem o drama do povo, agentes da Sec. de Educação chamar grevistas de baderneiros, se Wagner fosse o mesmo Wagner dos tempos de deputado federal mandaria exonerar esses agentes imediatamente, mas o que Wagner governador vai fazer é condecorá-los.
Tudo indica que em Santo Amaro teremos três candidatos a prefeitos, no entanto a grande ausência nestas eleições será a falta de debate político, em seu lugar teremos a presença ostensiva da aspereza humana, do moralismo doente, das velhas práticas coronelistas da política nordestina e é claro o povo sempre coração aberto para abrigar quem mais lhe mata. Gosto de política, participarei da eleição municipal, mas não darei apoio formal a candidato algum, formalizo meu apoio a uma eleição limpa, com debates de ideias, respeito a democracia, sem agentes da leis tomando partido, sem nossas instituições públicas servindo de financiadoras para candidato algum. Sonhar com pessoas erradas é o caminho mais curto para a morte, o sonho que liberta é o sonho livre sem cabrestos, é o caminhar livre com nosso poucos, porém sinceros amigos corações.
Pelas ideias que defendo sei que não sou uma pessoa querida por nenhum grupo político em Santo Amaro, mas honestamente isso pouco me interessa, melhor que ter grupo político é marchar com a consciência tranquila e ir a todos os cantos dessa cidade e sempre encontrar um amigo. Sou militante do PV, tenho pelo Presidente respeito, e foi ele quem assegurou legenda para minha participação no momento político de agora, o restante não me interessa.
Não me interessa gente desequilibrada que nutre por mim um baderneiro sentimento de amor e ódio, não me interessa dinheiro ou posição financeira de pessoa alguma, não me interessa brigas e ataques pessoais o que quero e distância de quem troca o debate de ideias pelas brigas, por calunias e pela covardia que sé esconde atrás do manto do poder ou do dinheiro, desejo para nossa cidade uma eleição tranquila, já sofremos demais.
Contatos: ediney-santana@bol.com ou http://edineysantana.zip.net

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