Pular para o conteúdo principal

Meu anti – herói

Ele nunca foi campeão, mesmo sendo recordista em participações em corridas de Fórmula 1, ganhou poucas, sempre foi alvo de piadas do país inteiro, feinho nunca teve mulheres histéricas gritando por ele nas corridas, parece ser um cara tranquilo e família. Meu herói em esportes é para muitas pessoas um incompetente, um símbolo do fracasso. Meu herói nos esportes é Rubens Barrichello.

Airton Senna apesar de todo sucesso sempre me pareceu uma figura triste, olhar perdido e quase sempre parecia imerso em um mundo paralelo, avesso a tudo que vivia, era vencedor, mas não parecia feliz. Rubens Barrichello nunca foi campeão, mas sempre me pareceu extremamente feliz pelo simples fato de correr, de participar.
Não pense que sou fã de Fórmula 1, não sou, apenas observo pessoas, suas caras e bocas. O esporte em si não me diz muita coisa, previsível, excessivamente tecnológico e elitista em todos os aspectos, tão elitista que se não fosse pela força da mídia, em especial da Globo, Ayrton Senna mesmo com toda glória não seria um ilustres desconhecido para boa parte da população.
Torcer pelo Barrichello não tem nada haver com aquela história de pena ou compaixão, não é isso, torcer por ele tem haver com a questão de saber o quanto o prazer do jogo e por vezes mais intenso que o da vitória.
Quando eu era mais jovem formei uma banda a “Flor Marginal”, nunca tive aplausos, ou vaias, era apenas gozação e piadas ou pior simplesmente o desprezo pela minha presença nos inferninhos do Santo Amaro nos anos de 1990, sempre gostei de escreve, mas minha literatura nunca foi lá levada muito a sério, ou seja, na música ou na palavra ou sou um Barrichello faço pelo meu prazer e para a alegria mordaz dos que não entendem isso.
Nunca vivi como se o mundo fosse um reflexo meu, pelo contrário, levo com dedicação aquela ideia de que somos a somas de todos nossos encontros e deixo sempre espaço para minhas inquietações, para minhas incertezas seguras, chegar ao fim da corrida com a missão cumprida, sem ter machucado ou ferido pessoa alguma como um campeão da boa vontade como é Rubens Barrichello.
Contatos: ediney-sanana@bol.com.br ou http://edineysantana.zip.net



Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

Livros. Bendita seja minha mãe que aos livros me apresentou, benditos livros que não me tornaram parte do lado doce da vida, mas também não me deixaram afundar no lodo existencial.  Bendita sejam todos letrados ou iletrados, benditos sejam os olhos "cegos" do meu pai que foram os guias dos meus passos, bendita seja cada letra do alfabeto, cada virgula, ponto, travessão, exclamação, dois pontos para me levarem ao mundo sem dor. Benditos sejam os anjos das vogais, os doutos das consoantes, Bendita seja minha professora Norma e sua doce alegria que na minha adolescência me mostrou a poesia da gramática, bendito seja meu professor Anchieta Nery  que me disse:  -Você é poeta. Bendita seja a noite, a sempre noite das minhas insônias, as tristezas amigas, o espelho que não me reflete, bendita seja a fé que não tenho,  esteja comigo para que na hora da minha morte eu não sofra o que já sofri pelas horas da vida. Benditos sejam os amores,  paixões,  verdades,incertezas da vida, gran…

A onda da mediocridade

Não acredite nesta história de "onda azul ou vermelha". Frases como essas foram criadas por empresas de propagandas, elas querem convencer você a votar da mesma maneira que nos induzem a comprar tal marca de cigarros ou cervejas. Essas empresas de publicidade não estão preocupadas com sua cidade ou sua felicidade, querem que você descida pela emoção, enquanto você ataca com sua emoção quem defende a "onda azul" ou quem defende a "onda vermelha", criando um clima de justiçamento político não enxerga o óbvio: as mentiras que são contadas, inventadas para que você se sinta bem estando de um lado ou outro, para que você tenha orgasmos políticos, como se realmente fizesse parte da mudança prometida, mas você é só uma ponte para que um grupo ou outro chegar ao poder. A “onda azul" e a " onda vermelha" são motivadas não por um sincero sentimento de esperança, realização ou sentimento cidadão, são motivadas pelo desejo de poder, é só o que aliment…

Jantar e crime

Na delação: “em um jantar acertamos o valor da propina”. Quantos crimes são articulados em mesas fartas e jantares de luxo? Ou melhor, em palácios? É mórbido e tragicamente irônico que pessoas sentam-se em uma mesa cheia de comida para acertar crimes que vão levar à fome e morte tantas outras pessoas. Nos últimos dias, com o avançar da Operação Lava Jato e as delações premiadas, tomamos consciência da naturalidade a qual crimes são articulados, como pessoas sem sentimento algum, roubam e matam com se estivessem apenas trocando ideias entre amigos e parentes sentados em uma mesa. Paralelo a comilança criminosa, esses mesmos agentes do Estado tramam reformas administrativas que vão impactar a vida dessas mesmas pessoas já roubadas por eles. É preciso, sim, diminuir os gastos públicos, mas não se pode sacrificar quem já não tem quase nada. Nossa saúde e segurança pública são máquinas de triturar gente, gente pobre e tempere isso com o absurdo da reforma da previdência que iguala pela pe…