Secura do tempo

“Você viaja até mim, sem sair do lugar.
Suas palavras são imagens fortes e concretas. 
Me irmano na sua dor, sinto a secura do tempo e a aridez da alma.
Dividimos a impotência de estar plantados, presos a um destino pequeno demais.
Sinto a sua inquietude de envelhecer sem viver todos os seus sonhos. Parado no tempo, inconformado com a sorte injusta.
Sinto a sua dor como se pudesse esticar a mão e alcançá-la.
Quem dera eu pudesse ao menos suavizá-la”.
Esse texto tão cheio de ternura, com gosto de abraço gostoso foi escrito pela Renata Madureira e postado no seu blog http://renatacartasintimas.blogspot.com/. A Renata escreveu com o coração na ponta do lápis, ou melhor, com o coração nas teclas do computador.
O texto é uma carta aberta de quem se revela gentil e atenciosa, carta aberta de quem se permite dizer que se importa com o outro mesmo sendo esse outro palavras e sugestões semânticas.
Por falar de cuidar do próximo, carinho e proteção divido esse texto com você. Espero que a leitura também lhe traga  o conforto da boa emoção e a sensação de que ainda é possível viver para além de si sem nos perdermos de quem somos.

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