Das ignorâncias e presunção de saber

Minhas “ignorâncias” não me deixam esquecer meus pés de barro, são muitos não saberes que afloram em mim a todo instante, são também esses não saberes os meus construtores de um longo caminho que só finda quando minha própria história findar. Eu sou a soma produtiva que se reconhecer ignorante, equívocos só acontecem com quem assume na vida o risco de existir.
A presunção do saber infalível é a vitória da estupidez sobre o saber que se constrói com nossas vivências, entre os erros e acertos do que planejamos como metas de vida coletiva e individual. Amo o que sou, o que sou é um grão sensível de gente, minha vocação primeira é o amor solidário entre os da minha espécie e todos os seres da natureza a qual também eu não passo também de uma entre tantas outras formas de vida.
Não ser síntese de saber algum reforça minha condição de amor profundo pelo meu gênero humano e pelo meio ambiente o qual sou parte, ter consciência da minha ignorância me faz um coração que só se completa na alegria parceira de outro coração, busco com essa parceria aprender coisas novas, deixar ou recusar-se ao aprendizado é uma das maneiras mais idiotas de morrer.





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