Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro 16, 2012

Alegria

Alegria é beijar uma estátua de gesso e imaginar-se em uma cena de “Meia noite em Paris”, descobrir que o amor pode ir além do almoço hora marcada, sopa fia. Chegar aos quarenta e fazer da sua casa  escadarias para o mundo, roubar beijos entres as decadentes estrelas do Bar Vermelho. Embriagar-se de absinto é a única maneira de valsar comigo mesmo e não morrer de tédio. Alguém ascende um cigarro, beijo a boca de Ernest Hemingway, renasce poema e flor nos lábios de Cecília Meireles. A solidão embrutece os sentimentos. Como um cigarro esquecido no cinzeiro somos nós quando em coração inimigo fazemos ninho. Nenhuma fuga é possível, nem mesmo para Paris: viver e morrer sem sair do lugar. Não há mistério algum na morte, a morte é o não lugar, a não utopia. A vida é essa coisa misto de framboesas e masturbação em banheiro sujo e frio. Escrevo como a simplicidade de quem ler o alfabeto de trás para frente, a poesia de andar com uma menina linda na minha Paris, acordar pela manhã com o gosto de …