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Mostrando postagens de Março 20, 2012

Para o coração

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Chove um pouco, há cinzas pelos cantos, a usina vai moendo cana, o verão já quase termina, bebo algumas doses de esperanças, outras de cerveja e amanheço quase feliz porque o céu fica azul quando o coração transborda esperanças, mesmo que esperanças customizadas neste casamento entre o sabor e a dor. Não culpo pessoa alguma pelos meus passos sem pressa, pela minha pressa em morrer nas coisas mal nascidas, não sou delírio de rosa alguma, escrevo para não engolir minhas desgraças, não é ser triste, o bem sempre renasce solidão. Sou um velho medieval guardado no sândalo de algum mosteiro budista, meu nirvana é me negar todos os dias como paraíso ateado fogo, “muruins” dos manguezais da minha cidade tão esquecida dela mesma. Como se nada tivesse importância à dor navega em minhas veias, corrói artérias, nas células antes fogo agora gelo e perdição do que sou. Meu coração pós-modernidade não registe ao amor enganação dessas tardes de carvão e frio. Leio Ferreira Gullar deixado aqui em minha ca…