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Mostrando postagens de Abril 2, 2012

"Rio de águas mortas"

Corre riozinho para o teu silêncio mar, tuas águas mortas correm nas minhas veias como o sangue dos meus pretos no amargo canavial. Deságua riozinho nesta profunda tristeza que são meus olhos afluentes em lágrimas do sal da tua agonia. Corre riozinho, vai ser livre no acaso mar, porque na agonizante desta vida tua morte é a morte que em nós há. Os pretos dos canaviais agora vivem nestas margens de concreto e solidão, comem da tua lama, bebem da tua dor, deságuam na esperança morta o que em tuas águas barrentas sempre nos espelhou. Ediney Santana