Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Dezembro 9, 2012

Meu amor

Sentir saudades do passado por medo do presente é uma saudade doente, doente como esse presente absurdo em que o totalitarismo do mal veste as roupas da democracia e nos serve a carta da dor entre sorrisos cínicos. Esse é o tempo das emoções doentes, das verdades absolutas como única razão de diálogo. A mendicância da maioria dos brasileiros por direitos chega a ser risível, risível porque mendiga-se e não se luta, aceita com passividade as migalhas que a narco- política oferece, um povo que longe da cidadania se permite capacho só pode causar riso, riso melancólico e fúnebre. A vida míngua ao vivo na TV e quando morta é enterrada sobre  confetes e purpurinas lançadas das janelas dos palácios da justiça, a anti- justiça, fascista e elitista. O Brasil é o teatro surreal da alegria vã, alegria cárcere de comédias previsíveis. E a saída?Ivan Lessa certa vez disse: “O último a sair apague a luz do aeroporto”. Não, eu digo que: vamos acender as luzes, as luzes da vergonha na cara, do amor…