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Mostrando postagens de Dezembro 14, 2012

Eu profundo e outros cactos

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Li na apresentação do livro: “Fernando Pessoa O Eu profundo e os outros Eus” da Pocket Ouro, pág. 28 o seguinte texto: “o tipo de uma quase incomportável preponderância do espírito, lúcido, imaginativo e triste, enleado de angústia e solidão, enormemente insatisfeito e, no entanto parado à tona de qualquer realização mundana satisfatória.” Isso foi dito sobre personalidade de Fernando Pessoa e não sobre sua arte, por isso ouso a dizer aqui que é também uma perfeita descrição da minha personalidade. Às vezes há de se pensar que alguns sujeitos estão sempre como no primeiro dia do seu nascimento entre a dor e alegria, inconstantes como a noiva que deseja o noivo, teme a primeira noite que pode ser seu prazer, mas também pode ser sua agonia em descobri que amor idealizado é amor subvertido pela vivência concreta. Quem vive encarcerado entre a realidade e as aspas de quebrar vidraça pode correr o risco de se transformar em uma ficção de si mesmo, como disse hoje a uma amiga. Talvez seja …