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Mostrando postagens de Dezembro 18, 2012

A fé dos dias

Quando pedia dinheiro ao meu pai para comprar revistinhas de Mauricio de Souza e discos (não necessariamente pelas músicas, mas essencialmente pelas letras, a poesia me chegou primeiro pelas letras de músicas) ele teve a sensibilidade de entender que nem só de jogar bola ou bolinha de gude se vivia uma infância ou adolescência. Minha mãe com suas inquietudes trouxe para mim a poética da vida, a vida na sua forma mais apaixonada, me ensinou que vida sem causa não é vida é tédio. O que parecia improvável aconteceu, ser “letrado” e educado culturalmente por quem nunca pisou os pés em uma escola.  A escola oficial me ensinou as letras, mas a base veio de casa, a escola me ensinou geografia, ordenar pensamentos no papel, convivência em grupo, como lidar com competição, a responsabilidade de fazer parte de um grupo social não familiar, mas a base de tudo veio da sensibilidade dos meus pais, o modo como eles liam o mundo foi fundamental para mim. Em casa havia uma pedagogia natural, envolvi…