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“ Ne me quitte pás”

“Ne me quitte pás”: não me deixe, cantou Ângela Rôrô na festa da Purificação. Tempo de sempre recomeçar, porque felicidade é algo pessoal, mas na ciranda da vida podemos cantar em muitas vozes a mesma canção que só nos faz o bem, viver neste ir e vir, sabermos que como canta uma música de Toquinho e Vinicius, essa nossa aquarela um dia vai descolori,nascemos e morremos todos os dias, todos os dais deixamos um pouquinho de nós para trás e nos reinventamos na alegria desta festa que chamamos vida.
Sim, claro a vida é um festa, uma festa com suas ilusões, bebedeiras, amores que se reencontram e que se dizem adeus, tem a morte e o renascer dos corpos mortos em flor, nuvem e chuva, mas não se deixem no tédio das horas, amem com intensidade. Sem paixões somos pouco mais que brisas geladas em noite sem paz.
As paixões embriagam de carinho o coração, que nos faz vivos. Pedem-me para falar de política, para denunciar absurdos, mas não vou falar sobre essas coisas, porque para mim cada um deve fazer de si sua revolução e não esperar por ninguém, política boa para mim e apertar com caminho a mão de quem me respeita, em minha casa, como cantou Renato Russo, tem um poço, mas á água é muito limpa.
Só o que é humano me comove, só o que pode ser amor me traz alegria, olho o mundo com os olhos da não maldade, mas minha casa é fechada para o que só nos abraçam quando querem algo em troca.
E cada vez mais vamos fazendo da jornada algo cada vez mais solitário, isso é uma pena, porque viver em harmonia e parceria com alguém pode fazer da nossa passagem algo mais leve e suave, a emoção de se desejar no outro, com o outro e no tempo de irmos embora desse lugar desejarmos reviver tudo novamente e com as mesmas emoções e pessoas. Isso chamamos felicidade, felicidade que não é sólido, mas que também se dissolver no ar.
http://edineysantana2.blogspot.com

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"A felicidade é uma arma quente”

Eu que nunca saio do meu lugar exílio, imagino como o mundo deve ser lindo. Estou tão fantasma em Santo Amaro que me considero um prisioneiro condenado a devorar-me sem piedade e pouco a pouco ir morrendo de tantas angústias que não há sol a iluminar tanta escuridão.
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