Trezena da carne

Me abre o coração com tua língua
feito punhal,
sagrado é teu corpo canibal
sobre mim.
O sol brilha 
na tua pele veludo,
quando sou língua
na delicia dos teus seios,
sugar sabores
neste mistério
ventre, me abre
os braços, me come com fome
que nunca passa.
Me chama para tua vida
como se fossemos
 a grande festa
do meu sexo dentro do
teu sexo, morrer
 e reviver na alegria
dos teus olhos cheios
de gozo, na lava
leito que invade
você e nos faz um quando
o mundo é teu calor e meu coração.
http://cartasmentirosas.blogspot.com


Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

A onda da mediocridade

Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys