Ao sol

Eu não sei cantar coisas sobre amor, apenas vivo o instante que pode ser o mesmo depois de amanhã e depois de todas as manhãs, meu coração é tão viver outro que me assusta a palavra amor. Então escrevo cálices de vinho sobre teu corpo sabor de vida. É quase inverno na Bahia, fico mais romântico quando junho faz fogueiras nas ruas e pessoas se abraçam na praça, tão bonito é o amor quando visto da janela da minha casinha.
Eu não sei cantar coisas sobre amor, apenas em silêncio vivo o coração que sempre penso ser mais feliz que o meu, porque quem ama sempre acha mais feliz o riso amado que o amor nu valsando entre nossos corações e fantasias de carnaval antigo.
Sei cantar quem faz meu coração parque e diversão, sei cantar a alegria incerta que aponta linha reta no coração ninho o qual uma só andorinha  faz verão. Não é preciso mais que isso, uma andorinha, apenas uma andorinha a nos acompanhar pelo sol e luar dessas nossas vidas, aquela andorinha que só em tocar nossas mãos sentimentos o mundo todo ali.
Se o azul fosse o céu que meus olhos enxergam em ti, todas notas cantadas nesta sonata sem música teriam o teu nome, porque o amor não é para ser compreendido , o amor é para senti-lo, vivê-lo na sua forma mais pura: o silêncio, só o silêncio traduz toda beleza dos olhares que se querem e se sentem.
Meu mundo é feito de pequenas coisas, coisas quase invisíveis e tantas outras invisíveis, coisas e sentimentos que ao mundo que segue pouco tem valor, mas são coisas que me fazem sentir o que de melhor alguém pode sentir, por isso mesmo para muitos o pôr- do- sol é só o pôr do sol, mas para mim é a sublime revelação que o mal pode muito, mas não pode nunca vencer a alegria de amar e ser amado.

Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

A onda da mediocridade

Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys