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Milan Kundera,T. S Eliot, Maria Callas e Amado Batista

Falar em delicadeza, mas como ser suave quando ao redor urtigas enamoram margaridas? Quem nos enfurece apenas com o olhar? Deus nos pede guerra mais que amor, do outro lado da baía é o lugar em que vivo com minhas “pequenas grandezas”. Gostar de Kafka ou Milan Kundera não me impede de ri com as bobagens da novela das seis, gosto de ficar no sofá com minha mãe rindo e falando mal ou bem das novelas da TV.
Eu tenho esse cheiro ruim de Brasil, entre meus olhos T. S Eliot há essa sujeira quieta ao fundo dos olhos, feira livre e desejos inquietos. Algo meio pastel de feira e Maria Callas giram na vitrola da minha casa.
Você tão anjo, eu tão deserto sorriso, há luz nos teus lábios, e essa febre que dizem ser amor traz esse amargor nos lábios, bebo o vinho nos teus lábios, escrevo então coisas simples e talvez com algum coração.
Chove junho ao frio do nosso pequenino inverno e você me diz que sente frio, eu sinto frio dessa tua ausência, calor dos dias tão bons contigo.
Alguém me falou de como é amar em silêncio, penso que quebrar vidraças é bem melhor, há sangue nas veias quente sangue latino.
Há os que nascerem para ganhar muito e muito dinheiro, que sentem prazer em dirigir carros, andar entre nuvens e ter pessoas quase irreais ao lado, há os que têm aquele encanto com a poeira da rua, e gosta de pessoas reais, os que escrevem sobre essas coisas tolas.
Tempo de ternura, uma ternurinha simples, daquelas que quase ninguém nota, uma ternurinha boba e sem graça já seria suficiente para uma festa com guaraná e brigadeiro, coração chocolate e gente andando de bicicleta pela Purificação.
Você é isso: casa do meu abrigo, multidão de apenas dois corações, o silêncio que é uma sinfonia de Beethoven, esse lúdico carnaval que é carne e vida em agora movimento.
Piano e cavaquinho girando girando girando e o corpo vai junto, há essa verdade absolta, ir sem nunca ter sido o desejado, liquidificador de desejos, pinto com palavras faço música com compassos que é a soma do meu e teu coração.
Pitty canta no rádio que não há amor em SP, me pergunto onde há? Qual quer lugar em que amor não rime com nada além de alegria. Balão de sabão senhor capitão me tira o peso da minha cabeça. Manuel Bandeira ainda me diz dessa alegria do inocente amor que busca a estrela da manhã.




                                            

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