“Tudo que é sólido se dissolve no ar",

Ediney Santana - Foto -Dalmir Castro
Bem e mal não tem cara, sexo, cor, condição social ou financeira, feio e bonito pode ser uma opinião pessoal, se coletiva é estúpida, todo padrão é a negação da individualidade o que é igualmente estúpido, moda é só um padrão descartável criado por alguém, a moda que faz bem é a que reflete nosso estado de espírito, a beleza não é tão somente aquilo que faz os olhos brilharem de alegria, os olhos não são as janelas da alma, mas a porta para os enganos que podem embrutecer a alma, nem sempre os olhos nos mostram as coisas tais como elas são, olhos tiranos, cafetões de ilusões, sem profundo sentir pouco enxergamos, apenas devoramos imagens que nem sempre são representações do  real, na maioria das vezes  padrões criados por corporações empresariais paras nos vender suas ilusões de bem estar e prazer, criam-se até padrões de gente  e se consome gente como extrato de tomate vendido em supermercado.
Karl Marx há muito escreveu: “tudo que é sólido se dissolve no ar", nós somos sólidos como qualquer borboleta de jardim que inocente só quer encontrar uma flor para pousar, feliz borboleta de jardim não teme o fim da tarde por isso parecem sempre felizes.
Quais são seus medos? Medo da velhice? Da morte? Da solidão que nos encarcera em nós mesmo? Como cantou Arnaldo Antunes em uma canção dos Titãs: “medo, medo, medo o que se crê não se cria”... Não se cria o medo que é tolo, tolo é o medo de coisas inevitáveis, nada é sobrenatural tudo que se é sempre foi e continuará sendo, eu e você somos parte do gênero humano, o gênero não passa, nós passamos, fica nossas marcas se forem mais espirituais que sólidas.
Seguir os caminhos desse verde viver, um pouquinho de medo e mais ou menos alegria neste pedacinho de Brasil quase esquecido pela pátria e por nosso senhor que parece que gosta mais de andar lá por São Paulo ou Rio de Janeiro que aqui, tão seco esse julho, tão calmo esse amor que não cruza a ponte em direção a coração algum, o silêncio aqui ao lado, a certeza do amor breve, a incerteza se depois de amanhã riso fácil, caminhos desse verde viver que não me nega o amor que se faz bem.



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