Pela noite a incerteza tem cor de estrelas

Em algum corredor de artéria encontra-se a nos esperar o sagrado que somos, a felicidade vem desse lugar dentro da gente, a paz da alma que é vela e barco... Aqui fora há traços dessa luz que aquece, mas não conforta; Eu existo na medida da autoridade que exerço sobre quem sou, à medida que sendo, projeto meu ser- pessoa para o espaço físico que habito.
Não há beleza em devotarmos crenças e esperanças em outras pessoas ou instituições, a beleza é nos tornamos lideres de quem somos sem o desejo de liderarmos ou sermos modelos para pessoa alguma, cada um de si ser senhor e autoridade pessoal , saber-se capaz de conviver com as próprias contradições. Do amargo fel a ilusão açucarada entender o que somos, porque somos e saber que podemos deixar de sermos.
Às vezes a vida parece empoeirada, no ar um cheiro de antiquário, olha-se o decadente da vida e sente-se parte dela, às vezes tem-se a sensação que se é a própria sonegação da felicidade. Muitos indicam caminhos, mas são apenas dedos, apenas censura.
Mais que dedos apontando cominhos, mais que censura e receita para condicionar emoções, da serenidade quer-se o abraço da alma com o corpo, da inteligência com ação, da paz com os olhos, da alegria com a beleza dos passos que mesmos sozinhos não desistem de andar.
Posso ser o criador mor da poeira que enfastia minha vida, posso ser também o que sabe-se livre para andar, se sabe-se o mal, sabe-se o bem, se sabe-se  o pesadelo, sabe-se também o sonho bom.
Arthur Schopenhauer escreveu: “Quão longa é a noite da eternidade comparada com o curto sonho da vida.” Essa frase pode causar horror se olhamos para o passado e só encontramos uma coleção de enganos e no tempo desse momento nos encontrarmos imóveis, mas ela também é conforto, porque nos chama para vida desse agora, nos diz  o quanto é breve o viver, e não se pode ser feliz amanhã, porque simplesmente não existe amanhã algum para vivermos ou acontecemos agora ou nunca.
O amor sempre foi uma questão cara para mim, por vezes doloroso, constrangedor, decepcionante, feliz, apaixonante, amigo, companheiro, cativante, torpe e solitário. Sim, solitário, o amor pode ser solitário, sobre o amor escreveu Schopenhauer: “O amor é o objetivo último de quase toda preocupação humana; é por isso que ele influencia nos assuntos mais relevantes”. Penso que pensar muito sobre essas coisas pode levar ao casulo, fazer do coração trincheira e neutralizar toda energia sexual e sentimental que se tem, pensar por ser também não viver.
Sei que todos têm duas porções de amor, a primeira é aquela dentro do coração de cada um, a segunda é a que compartilhamos, se encontramos essa porção que vive dentro dos nossos corações encontramos também a felicidade porque ela é o amor que sentimos por nós mesmos, se compartilhamos nosso amor somos triplamente felizes, primeiro porque nos amamos, segundo porque não somos egoístas e compartilhamos o melhor que temos, terceiro  porque somos amados por isso.
http://edineysantana2.blogspot.com
http://ediney-santana.zip.net

Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

A onda da mediocridade

Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys