Mass Media Política

Dizem-se contra o capitalismo, mas tudo que ouvem ou leem foi gravado ou editado por grandes corporações empresarias, desprezam tudo que não aparece na TV ou não é festejado por matérias pagas em suplementos “culturais”, confunde sucesso com fama, “curti” só páginas dos big boss da mass media e despreza o que não foi celebrado por vendas ou apareceu em programas supostamente cultos como o Jô ou até mesmo o “Na Moral” daquele carinha que muitos xingavam por apresentar um show de bobagens na TV.  Dizem contra a Rede Globo, mas consomem seus produtos, se deixam seduzir pelas suas propagandas, assistem seus telejornais.
Em um show da Maria Gadú com Caetano Veloso aqui na cidade fiquei encantado, não com o Show, mas com o poder da Globo, Maria Gadú é o último produto musical da Globo, o que vi foi muitas meninas militantes disso e daquilo, estudantes universitários disso e daquilo todas fantasiados de Maria Gadú, claro, o Caetano estava lá, não por um motivo cultural, mas empresarial.
Tenho observado o autoritarismo de militantes que dizem defender negros, gays, pobres, sem tetos, dizem ser pela decência e contra a corrupção, mas são autoritários, gritam que são pela diversidade, mas negam o direito ao diverso, ao que não comungar com suas ideias, são agressivos, negam o PT e seus asseclas, mas se comportam igualzinho ao PT dos anos de 1980 e 1990, se vestem de uma áureas moralista para cobrar direitos civis, falam e pensam usando o modelo caduco e ultrapassado de pensar criado pelas universidades brasileira, não raro engessadas por um marxismo que faria Marx ter um ataque cardíaco.
Pensadores de bibliografia, ao contrário de outros tantos celebres articuladores e intelectuais deste país, essa turma militante de todas as causas se vestem de arrogância intelectual para nos dizer que somos “equivocados”, que não temos “fundamentação teórica” e outras tantas muletas intelectuais.
Arrogância intelectual é típica de quem não prega mudança do sistema, mas mudanças de pessoas que estão a serviço do sistema, tanto faz quem seja eleito para qualquer  cargo político neste país, na conjuntura que estamos, todos vão servir ao sistema, a massa enfurecida de hoje é o deputado, senador, presidente de amanhã gaguejando tentando explicar como são tão parecidos com aquilo que tanto diziam ser contra.
Quando Joaquim Barbosa foi indicado para o Supremo Tribunal Federal por Lula, movimentos sociais fizeram festas, disseram ser “reparação histórica”, “avanço na política racial do país”, que “era o jurista mais honesto do país”, mas só foi o Ministro Joaquim Barbosa fazer valer seu papel de magistrado, julgar com isenção, não se permitir capacho de partido algum que esses mesmos movimentos sociais, todos comandados por partidos políticos, esquecerem dele, como se nunca tivesse sido indicado, interessante que quem mais ficou ao "lado" do ministro foram àquelas pessoas que os movimentos sociais “tico e teco” adoram chamar de "racistas”, "burguesas” e tantas outras demonstrações de intelectualidade dessa turma que podemos resumir em duas ou três frases.
Movimentos “pequenos- burguês”, defendem seus interesses utilizando de um discurso liberal, pregadores de mudanças superficiais, atacam partidos e pessoas, mas calam-se diante grandes conglomerados criminosos que financiam campanhas, não são capazes de um gesto de solidariedade, de enfrentamento concreto das mazelas do país, dão entrevistas como se fossem "popstar" da "luta por um mundo justo”.
Neste país não há pensamento de esquerda ou direita, há apenas o desejo de assumir cargos e servir ao comando dos criminosos escondidos sobre o disfarce de executivos de grandes empresas que se tornaram grandes sangrando o Estado Brasileiro, desejar mudar partidos, mas não sistemas de manutenção no poder.
De um lado esses defensores das suas próprias dores e carência que fingem lutar pelo país, do outro o sistema de braços abertos esperando seja la de "direita" ou " esquerda", no meio um povo omisso, conformado, paralisado, incapaz de sentir suas próprias dores, quando não as negociam.
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