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Mostrando postagens de Abril 18, 2013

Não, porém todavia

Onde estou que às vezes ao me olhar no espelho sinto saudades de mim? Chove agora à noite, uma chuvinha boba nem da para molhar a esperança tristinha do meu coração que nem sei se é meu mesmo. Levo meu Carlos Drummond de Andradepara cama e seus versos são lençóis para esse meu corpo vazio, corpo de alma vadia pelos campos áridos do mundo na busca quase inútil pelo amor que talvez só eu acredite que exista: "Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.” Insisto em dizer: “meu amor”, agora o digo do alto da montanha mais azul , me volta em eco o amor que ao outro gritei, volta repleto de mim, é melhor enamora-se do próprio eco que esperar em vão por um “eu te amo” que talvez nunca seja dito. É preciso saber-se gigante quando o tempo parece senhor absoluto em nos trazer desenganos, é preciso ser girante para caminhar ao coração sol, estrela e alecrim do outro lado da rua, dizer do bem …