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Mostrando postagens de Agosto 13, 2013

Infinita alegria de estarmos vivos

A mãe envelhece enquanto assiste à novela, meus nervos doem, não quero a mãe velha ao tempo que passa sobre tristes novelas, às vezes a vida parece tomada por verrugas e cacos de sonhos, cacos de sonhos é pior que nunca ter sonhado ou olhado para o céu. Me agonia  esse tempo em que verrugas riem da gente na TV, tudo parece andar lá fora, mas aqui dentro há aquela espera estúpida, esperar o? Vai o barquinho de papel leva a felicidade e eu como um bobo corro atrás, os peixinhos todos rindo de mim, olho para água e sou um palhaço que perdeu a graça. Fecho os olhos e me imagino a dançar uma valsa no calor quente do bem que só existe quando estou de olhos fechados, algumas almas já nascem solitárias por mais que busquem o par da alegria de conviver: tudo se vai em barquinho de papel. Fico pensando como terá sido a noite daquela senhora mendiga que dorme ao relento no mercado municipal. Faz muito frio, ela e os outros mendigos devem sofrer muito esses dias, se pudesse traria todos aqui par…