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Mostrando postagens de Novembro 23, 2013

Aulas para o nada

Cena: uma escola em Salvador, professora no quadro, lição: vogais, dígrafos, ditongo e tritongos. Tudo bem, se essas coisas estivessem sendo ensinadas nos primeiros anos de estudos e não na terceira série do segundo grau; enfim a grande reforma social da educação pública começou, ensina-se como rabo de cavalo, para baixo. Claro, a palavra “reforma” é um xingamento no país da preguiça e arrogância intelectual, que ainda se discute seriamente ideias para educação do século XVIII, enquanto a cidadania é varrida para o lixão público e parte considerável da produção de conhecimento atual é solenemente ignorada se não servir a nódoa parasitária que controla o país. Gambiaras intelectuais desmantelam a capacidade dos nossos alunos para o lúdico, pior, acaba com a ideia de mérito, de que não precisa saber muito para ir além da condição social em que vivem, a escola perde o sentido, universidade caduca em rituais pedagógicos medievais em um mundo sem vocação para perdoar incompetência natural…