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Você entende que não é mais importante para alguém quando fala pau e a pessoa entende pedra, mas se entende pedra, você ainda tem a esperança que seja só um mal entendido, porque se essa pessoa simplesmente for indiferente ao que você diz, esqueça. Você entende que naquela vida a sua vida não faz mais sentido, você entende que não faz parte de uma história, se insistir fazer dos pontos finais pontos seguimentos, se sorri mais que recebe sorrisos, se como o bobo da corte corta na própria pele para fazer os outros rirem do seu sofrimento.
Você passa compreender que não pode ser amigo por você e seus amigos, que não pode amar por dois, ser feliz por dois, você entende que a solidão a dois é pior que andar na rua e não ser notado.
Ser amigo, amante, companheiros significar compartilhar mais que momentos, é a assumir o risco de um dia ter que dizer a deus ou assumir com prazer a alegria de na velhice no leito de morte um dizer ao outro: até breve.
Ser dois mesmo sendo um, quer dizer que se dividimos o bem de estarmos um para o outro, assumimos o risco de ser carne da carne estranha, alma da alma que não entendemos a língua, e por mais que queiramos dizer não, o coração diz sim.
Não se vive a vida de pessoa alguma com selvageria ou imposição, nosso amor não é um general ditador, por mais que amemos, esse amor só será compartilhado se alguém com alegria desejar recebê-lo.
Nem mesmo o amor é capaz de vencer a rejeição, continuar amar, mesmo que sozinho é a esperança que não nos embrutecemos diante o medo da solidão.
A solidão não é um fim, a solidão diz que há uma casa vazia a espera de gente para a grande festa da multiplicação, não de pães ou vinho, mas de almas.
Nem eu, nem pessoa alguma nesta vida é capaz de entender os mistérios que cada um guarda, tão pouco os mistérios de estarmos aqui, porque nos encontramos ou nos separamos, nem as lições que aprendemos na dor e alegria de estarmos gente e não coisas.
Nada é acaso, tão pouco somos presença rasa na vida de alguém, por algum motivo estamos presença na vida de alguém e por outros deixamos também de ser, diante nossa ignorância sobre o que realmente somos só nos resta essa força maravilhosa que aprendemos a chamar de amor.
Palavras não guardam o exato do que sentimos, por mais profundas que sejam, nunca vão dizer do grande amor, da grande dor, da grande solidão, da beleza e alegria de um coração a bater feliz por outro, sentimentos são maiores que qualquer palavra, mas com certeza ao dizer do bem começamos a negar o mal.




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