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A voz do espírito

Minha casa
Às vezes estamos frente a frente com uma pessoa, digamos que amamos essa pessoa, ou temos por ela algum carinho especial, falo especial porque vai além daquele carinho social e gentil o qual tratamos pessoas em encontros casuais, então quando estamos frente a frente, ouvimos coisas que talvez não seja ela quem esteja a nos dizer e sim nosso anjo da guarda, nosso espirito protetor, alertando de algo errado no paraíso, como canta Herbert Viana, ouvimos e não acreditamos nas das palavras e temos a impressão de que a pessoa não tem consciência do dito naquele momento.
A questão é saber quando essa tal intuição ou ‘voz’ do anjo da guarda não passa de cobranças severas que fazemos a nós mesmo ou excesso de desconfiança. Seja lá como for, onde tem fumaça sempre há fogo, basta descobrir se é um fogo a nos aquecer em dias de frio ou nos queimar como na inquisição.
Começou a chover, clima bom, meu quintal fica feliz quando chove, adoro ficar aqui olhando a chuva e não pensando em nada, só olhando a alegria da terra sendo molhada, os pardais encolhidinhos, creio que nada no mundo me faz tão bem quanto a alegria da chuva fina sobre nós. Minha intuição me diz que hoje é dia de ser pardal e não homem- rua – coração-aberto.
Chove sobre mim tantas saudades, navios partem para longe desse meu porto coração, há gentileza em sentir saudades do amor nascente, quando chegar o inverno quero fazer do teu abraço cobertor.
Quero ouvir rock inglês contigo, dançar na cama e suavizar os dias com tua alegria, comprar jornais na banca de revista, desenhar o mapa da felicidade nas minhas costas e seguir teu hálito quente de verão. Que minha intuição não seja inquisição.
Tudo escrito à cima em tom de romance é o desejado por mim pela voz da minha intuição, vou beber vinho e sonhar com o tempo bom de amor e primavera, sonho alegre a paz de contigo viver dias bons. Anjos e espíritos protetores brincam comigo, protegem meu sono de sonhos ruins...Me alegra dias e noites...Estou feliz.


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