Caminhando entre girassóis


Então o sol nasceu novamente, claro que sim, dias mais escuros já nasceram aqui, há algo de calmo e
tranquilo nos teus olhos, às vezes é noite profunda, mas é tempo de desperta o sol que há aqui dentro, viver a alegre companhia de si mesmo e mergulhar no olhar terno dos que nos abraça a alma. Há paixões, pessoas ilhadas em seus mundos, há anjos encarnados na bondade de ser gente, há a possibilidade de mundo sempre mais mundo e menos guerra e torpor.
Eu sei dos caminhos, caminhar pela leveza que se faz olhar e perfume, não sentir vergonha de dizer que às vezes mais que auto-ajuda,precisa-se de ajuda, de mãos que sejam amigas e menos empurrões sobre pedras.
Que Copa do Mundo que nada, quero é amor em fantasia de São João, inocente amor como os caipiras das revistinhas de Mauricio de Souza, historinhas com final feliz e beijo com gosto de melancia.
Ficar em paz, ter paz, amigos e coração, saber encontrar novos caminhos, nada de encontrar no passado o conforto para litígios do presente, aqui se faz portas e aqui também abrimos todas, nada de carência de si mesmo.
Envelhecer não é abandonar nossas utopias, utopias são atemporais, utopias pertencem a categoria do gênero sonhador que possibilita esse caminhar pela vida, com nossas utopias nunca nos sentimos sozinhos.
Abandonar nossas utopias é tornar seco o coração e amante da fome que se alimenta de si mesmo. Eu sou sendo, gerúndio nunca infinitivo, só enquanto gerúndio é que nunca morreremos, infinitivamente ser sempre gerúndio, algo que não termina em si. Eu sou meu presente e meu amanhã.
Esses dias policiais militares em São Paulo cercaram e agrediram trabalhadores em greve no metrô. A violência de Estado é certamente o tipo de violência mais cruel é perverso. Um Estado saudável deve ser a soma do poder de todos os cidadãos e cidadãs, no entanto quando esse poder de Estado devora vidas, ou nada faz para assegurar segurança, educação e saúde aos seus cidadãos e cidadãs esse Estado passar a ser criminoso.
O Estado sitiado por agentes trituradores de utopias, encarceram e matam seus cidadãos e cidadãs, o Estado brasileiro tornou-se o maior inimigo das utopias do povo desse país . São as utopias que mais sofrem com o mundo seco no qual corações solidários são levados ao cadafalso das utopias perdidas.
Caminhar sempre para o presente, o dia de hoje está apenas começando... Luz
http://livrosdeedineysantana.blogspot.com.br




Postagens mais visitadas deste blog

Mãe

A onda da mediocridade

Caetano Veloso, Chico Buarque e Jean Wyllys