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Mostrando postagens de Abril 17, 2014

A vida segudo Gabriel García Márquez

Há muito minha vontade de conhecer pessoas arrefeceu, gente tem me dado medo, não por acaso reaprendi a beber só, falar só, sentir prazer com minha presença e não ter no coração de pessoa alguma minhas esperanças, se naufrago sou único responsável pelo meu naufrágio, se feliz, parte de mim todo riso que alegra minha alma. Gente é o medo, desespero a possibilidade de algo sempre sair errado, gente é alegria e a razão da dor. Morreu hoje Gabriel García Márquez, o único escritor que desejei conhecer, umas das poucas pessoas em que meu calor e alegria de conhecer gente me inspiravam. A vida segundo Gabriel García Márquez não era previsível, de algo bem simplório poderia desencadear uma aventura espetacular, o que move a literatura de Gabriel García Márquez são os pequenos absurdos da vida, aquele fato prosaico que ninguém presta atenção ou ignora em sua essência o que pode causar. Enquanto muitos escritores se perdem tentando provar erudição ou genialidade, Gabriel García Márquez partiu do…