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Mostrando postagens de Agosto 19, 2014

Tristeza do Jeca 2

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Nesta carta tão singela, minha bela meu amor, para você quero dizer dos meus dias nestes tempos de sofrer, eu sou como as aves do mar quanto mais voam mais distante o horizonte parece ficar, nesta prosa eu escrevo meu caminhar, às vezes a dor é tão precisa que me da vontade de chorar. Eu nasci naquelas serras, era uma casinha simples, beira chão, aprendi com o nada que acontecia a beleza da poesia, o amor pelas coisas pequeninas. Eu não sei rezar, mas às vezes no silêncio do meu quarto, todo encolhidinho como criança que acabar de nascer, peço a Deus que se lembre de mim e se puder me amar, só um pouquinho, ficarei agradecido como quem na porta da igreja pede esmola e Deus consola da solidão de ser invisível o pobre mendigo. Queria abraçar todos que pela rua encontrar, mas meus olhos caem no chão tem medo do amor bom ser porta de entrada para confusão, é tão triste só amar no silêncio do coração. Ligo meu velho rádio deixo Tonico e Tinoco cantar, tudo é tão belo que passa até minha v…