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Mostrando postagens de Outubro 22, 2014

Plantando Orquídeas

Nunca fumei, nem nunca achei elegante baforadas ao final da tarde, mas há quem jure que sempre fumei, não só cigarro como maconha também, geralmente sabem mais sobre nós que nós mesmos, é estranho, mas há pessoas com mania de definir os outros, talvez o definidor de vidas alheias acredite que ao sair por aí reduzindo pessoas a própria baixa visão que tem de si a faça poderosa. João Cabral de Melo Neto escreveu em carta a um amigo: “Gostaria, francamente, que se esquecessem de minha existência como escritor. Isto é, gostaria que a gente de hoje antecipasse o esquecimento que virá para minha poesia dentro de breves anos”. Então ele gostaria de ser lembrado apenas como o João? Mas se foi o poeta que fez o homem maior que sua breve existência? Pelo sim pelo sim também, se a poesia do Melo Neto será esquecida, o que dizer da minha? Se é que eu posso dizer “poesia” do meu assassinato cotidiano da sintaxe, pior da semântica. Li um artigo sobre a vida do João Cabral, falava que ele não parti…