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Mostrando postagens de Novembro 6, 2014

Janelas do cotidiano

Pela janela a vida passa, pela janela nós passamos, ao fim só as janelas continuam olhando. Foram as janelas inspiração de Juliano Cazarré para escrever seu livro de poemas “Pelas Janelas”. Da janela de um caixão na qual um morto divaga sobre seu ocaso  as ternas janelinhas de uma criança banguela muita janelas se abrem neste livro, mais que estáticas, ganham vida pela poética do Cazarré. O cotidiano apresentado em “Da minha janela vejo”, pode ser comovente como nos versos: "A flauta de brinquedo do amolador de facas/ um homem comum com um jornal que verte lágrimas” ou poder ser dramático: "Uma ambulância/ o grosso catarro”, mas não menos lírico em versos como: "um avozinho de bengalas trazendo dois pães pro café / um para si e um para sua senhora”, triste e reflexivo: "Um avozinho de bengala trazendo um pão pro café / para si, apenas.” De janela em janela o autor vai criando um mosaico cotidiano, às vezes prosaico, como nossa rotina nestas cidades com gente e pouca …