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Charlie Hebdo



O ataque terrorista que ontem
matou artistas que trabalhavam em uma revista de humor na França é a soma de
muitas coisas: intolerância cultural, demência religiosa e política, auto-afirmação
pelo terror. O ocidente é pródigo em criar monstros e doenças para depois
vender a cura.


Tudo isso tem gerado
instabilidade no mundo e tudo indica que nosso século será o século de Estados
cada vez mais reféns de governos populistas que se escondem ora atrás da
bandeira da "esquerda", ora atrás da bandeira da "direita"
e todos no fim são iguais, no fundo não desejam nem fraternidade, nem igualdade
e tão pouco liberdade, querem a barbaria e o medo como cabo eleitoral.
Seremos reféns cada vez mais do
medo, do medo do outro, medo de escrever e dizer o que pensamos, medo da sombra
que nos acompanha. Desses medos todos já nasceu uma sociedade superficial,
temerosa, artistas cada vez mais ilhados em emoções rasas e que escondem suas
intenções políticas em nome de que a “arte e política não devem se misturar”,
mas muitos dos que pensam assim não dispensam um edital público para viabilizar
a produção de suas obras.
Cada vez mais artistas como os
que foram mortos ontem na França serão raros.
O mundo mergulha na
carnavalização da mediocridade. Mas não se iluda, o Brasil não é imune aos atos
terroristas que apavoram o mundo, aqui o terrorismo atende pelo nome de
xenofobia, e foi a xenofobia o primeiro estágio que levou o mundo a barbárie
que estamos presenciando. Dias nublados no horizonte do Brasil.


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"A felicidade é uma arma quente”

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