Pular para o conteúdo principal

As barbas de Fidel Castro

Fidel, Chávez e FHC
Naquele tempo Fidel não era um sanguinário líder comunista, Hugo Chávez desiludido com sua carreira de palhaço acusava Roberto Bolaños de ter roubado dois personagens criados por ele, esses personagens ficaram muitos famosos no Brasil, pior para o povo da Venezuela, Chaves entrou para política, naquele tempo FHC ainda não era chamado de THC, a Veja tinha entre suas fontes Zé Dirceu, pedir afastamento do presidente não era golpismo da “elite”, era sim atitude de pessoas politizadas e esclarecidas, Lula dizia que bastava ser bandido para virar ministro e que no congresso havia 300 picaretas com anel de “doutor”, Herbert Vianna se empolgou e fez música com isso, naquele tempo fazer sucessivas greves em universidades e foder com a vida de milhões de estudantes era o mesmo que ser a favor dos fracos e oprimidos, Lula dizia que o Plano Real era um paciente na UTI em estado terminal, o PMDB já leiloava sua eterna virgindade, naquele tempo a Petrobrás já não era nossa, mas também não era do FHC, naquele tempo se acusava os Estados Unidos de tudo, mas lideres comunistas brasileiros iam passear em Manhattan, enquanto estudantes idiotas, como eu, acreditava que Che Guevara era um santo, naquele tempo na Bahia ACM peidava e alguns senhores da mais alta classe baiana cheirava o peido como se fosse perfume francês, outros diziam que o peido de ACM era tão destruidor quanto uma bomba atômica, ACM gostava dessa fedentina toda, o fazia  parecer mais poderoso do que realmente era.
Naquele tempo, Aécio Neves almoçava com Fidel Castro enquanto os comunas pelo interior do Brasil tomavam no cu e mesmo assim colocavam nas paredes dos seus quartos fotos de Fidel, naquele tempo era elegante ser de esquerda, ser de esquerda era ser do bem, lutar  contra “o dragão da maldade”, ser de direita era ser o dragão da maldade, naquele tempo milhares de jovens trabalhavam de graça para o PT fazendo panfletagem dos seus candidatos, isso acontecia também no PCdoB, esses partidos conseguiam colocar na cabeça da moçada que trabalhar de graça para eles era quase um dever cívico, mas se fosse ser voluntário em um hospital era coisa de alienado, porque  só o Estado poderia ser responsável por um hospital, assim eles matavam nas pessoas sentimentos de bondade, solidariedade e justiça, tudo era o  partido e só por eles valia a pena viver, fora do partido não havia salvação e nem os fracos merecem perdão.
Fidel Castro e Aécio Neves 
Naquele tempo Collor era um demônio, Maluf um gângster dizia Lula em tudo que era palanque, hoje são amigos íntimos, naquele tempo se sabia quem era quem, hoje se dome tucano e acordar-se estrela do mar.
Naquele tempo escritores e artistas sabiam a diferença em ser vitima de uma infâmia ou ser bandido, hoje muito assinam manifestos em defesa de bandidos desde que estejam contemplados em editais do governo.
Naquele tempo ainda havia de alguma maneira o desejo sincero de que as coisas dessem certas, hoje há o medo sincero de que todos sejam realmente iguais, mas uns mais iguais que os outros como em A revolução dos Bichos de George Orwell



Postagens mais visitadas deste blog

"A felicidade é uma arma quente”

Eu que nunca saio do meu lugar exílio, imagino como o mundo deve ser lindo. Estou tão fantasma em Santo Amaro que me considero um prisioneiro condenado a devorar-me sem piedade e pouco a pouco ir morrendo de tantas angústias que não há sol a iluminar tanta escuridão.
Você descobre que está ficando para trás quando todos da sua geração foram embora. Quando esses seus amigos voltam à cidade e você só fala com eles do passado é sinal também que a amizade já era, ficou presa em algum lugar desse mesmo passado. Nem eles e nem você cabem mais na vida um do outro.
Acostumar-se com migalhas de felicidade, com aparente segurança da rotina é um passo certo para pararmos no tempo, para voltado às pequenas coisas nos tornamos bobos de uma corte morta há tempos.
Torna-se um monumento não é bom, se isso acontece quer dizer que mesmo você estando vivo, todos vão considerá-lo morto. Tenho a impressão que a natureza só mata alguém quando esse alguém já não interfere nem para o bem nem para o mal na vida…

Carta para daqui a 50 anos

Hoje é sábado, 29 de junho de 2013, São Pedro, últimos dos santos juninos, aqui perto em São Francisco, vai ter show “grátis” do Chiclete com Banana, claro que não vou, tem gente em excesso de suposta felicidade e acho um saco tanta gente feliz junta por quase nada, não que eu seja triste, mas a minha felicidade repousa na linha do horizonte, não se resume a uma multidão insana pulando e gritando: “chicle...tê!!!! Em 2063, o maior plano é tá vivo, curtindo minha velhice e ouvindo as histórias da minha filha, ler essa carta nem que seja com uma lupa daquelas de Sherlock Holmes, talvez olhe para uma foto minha de hoje e diga: elementar, meu caro, tudo no fim deu certo. Não pense, eu de hoje, que meu sonho é só envelhecer, há o recheio, como de um sanduíche que comi certa vez e daria para alimentar um uma fila inteirinha de pau de arara, pau de arara eram caminhões que certamente devem ter levado muita gente minha para São Paulo, gente que por lá trabalhou duro e morreu da mais profunda…

Como é viver com ódio?

A internet parece ter sido transformada na vitrine do ódio. Sempre encontro bons vídeos e sites na internet com conteúdo interessante e instrutivo, mas esses sites e vídeos têm baixíssimas visualizações, por outro lado sites e vídeos com conteúdo de ódio ou violência têm milhares de acessos. Canais de políticos que não tem nada de proativo ou ideias criativas e práticas, mas explodem de ódio batem recordes de seguidores que expõe ódio, violência verbal e ameaças.   Parece ser um estado permanente de ódio, seja religioso, sexual, político ou cultural, nada escapa ao ódio. Algumas manifestações de ódio são abertas ou diretas, outras são disfarçadas de altruístas, mas todas têm como objetivo neutralizar qualquer voz dissonante dos que esses furiosos ambidestros pretendem. No mundo da violência emocional odeia-se por um único motivo: não há no mundo espaço para concepções socais diferentes das quais a ambidestra cavaleira do ódio defende.   O ódio emburrece, torna bruto corações e mentes…