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A cor do invisível

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O invisível tem cor? Como pode algo que por natureza não podemos enxergar ter cor? “A cor do invisível” é o nome de uns dos últimos livros de Mário Quintana lançado em 1989. Titulo provocador, inspirador, nos desafia a sair do lugar comum e mergulharmos no mundo abstrato no qual todas as conexões verbais e sensoriais são possíveis.
Aqui em Brasília há uma favela toda feita com barraquinhas cobertas por plástico, todos que vivem nela são nordestinos. Carros passam para lá e para cá, ministros, presidente, quem bate panela e quem é contra a quem se bata panela passam também e ninguém enxerga aquela favela. O invisível tem cor? Tem sim, cor nome e sobrenome.
O amor tem cor? Não, não tem, é invisível, mas você o enxerga, a dor tem cor? Também não, mas você a enxerga. Por que enxergamos algumas coisas e outras por mais obviais que sejam são invisíveis aos nossos olhos? Algumas respostas nestes versos do Mario Quintana carregados do invisível que podemos enxergar:
“ As mãos que dizem adeus são pássaros / Que vão morrendo lentamente"
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