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Humanofobia

Foto: Ediney Santana
A humanofobia é o pavor que o ser humano tem por sua própria raça. Fiquei pensando em uma palavra que resumisse esse sentimento tão ruim, me veio à cabeça “fobia”, palavra tão em moda, usada como sufixo para muitas outras questões. Então estamos nós com ódio da nossa própria espécie, trágico não?
A luta pelo poder, dinheiro,  racismo,  xenofobia, todo e qualquer preconceito esconde o sádico ódio da humanidade por si mesma. Travamos uma intensa luta contra o gênero humano, nos matamos como se não fossemos parte do mesmo gênero, como se matando outra pessoa não estivéssemos matando a nós mesmos.
Somos uma espécie que se torna nociva não só a si mesma, mas ao meio ambiente, destruímos a natureza com se fossemos capazes de fazê-la renascer das entranhas da nossa irresponsabilidade.
A humanofobia é a perversão máxima de uma espécie. Negamos a gentileza, cordialidade e cultivamos relações ásperas baseadas no poder e na coação do outro, gelamos nossos corações, nossos risos não são mais de puro prazer para com o outro, muitas vezes os risos são convites para morte.
É possível reverter esse ódio por nossa própria espécie, mas isso requer busca pela paz interior, desapego de bens materiais, sentimentos estúpidos como “nobreza”, sermos amantes do amor e não do poder, ter com o outro respeito tão somente pelo o que ele é: gente, gente como eu e você.
Nossos corações tecnológicos, nossas vidas virtuais, nossas conquistas pessoais, nossa posição na sociedade não podem ser motivos de divisão, se assim continuarmos, morremos todos, dia após dias nossa saúde física e mental vão se deteriorar, mataremos não só a nós mesmos, mas também ao gênero humano.
Ainda é tempo de salvarmos o planeta, respeitarmos as outras espécies de animais, respeitarmos a flora, nossas águas, agradecermos as coisas que nos servem, manter com o mundo inanimado  relação cordial de agradecimento.
Há uma canção de Ed Mota que diz : “O mundo é fabuloso, ser humano é que não é legal”. Louis Armstrong cantou o quanto nosso mundo é maravilhoso, então cantemos a canção da reconciliação com nossa espécie, sejamos firmes, mas nunca cruéis, tenhamos autoridade, mas nunca autoritarismo, busquemos o dinheiro, mas nunca o materialismo, busquemos a vitória, mas nunca a deslealdade, ao nos tornamos vencedores  lembrarmos de agradecer aos que estiveram ao nosso lado durante toda jornada, agradecermos a natureza pela água, oxigênio, ao sol que nos aquece, a noite que nos traz o sono, enfim pela vida.
Não fazermos da justiça instrumento impiedoso para nossa cruel ideia de superioridade, sermos do bem, ter no coração da terra a harmonia da felicidade e do amor, assim podemos começar a reescrever a alegria que é ser gente. 






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