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Congresso Nacional ou Confraria dos demônios

Eduardo Cunha pode até ser um demônio, mas demônios têm sempre algo a nos ensinar. O que então o deputado Eduardo Cunha nos ensina? Nos ensina que a conta do crime é cobrada em juros abusivos como os de cartões de crédito, nos ensina que Cristo rejeitou as tentações do satanás, mas muitos cristãos que andam com a Bíblia debaixo do braço aceitam todas tentações do tinhoso sem culpa alguma,nos ensina que demônio que se preza é eleito por uma legião de  imbecis sub- demônios, nos ensina o quanto o poder é transitório , seja o poder do perna de pau dono da bola na hora do recreio ou de um político sentado em uma das cadeiras de um dos poderes da república, nos ensina que outros demônio se unirão aparentemente para fazer o bem ou justiça, mas é tudo mentira, demônio é sempre demônio não importa sua aparência, cor ou tom de voz.
É necessário olhar atentamente para sombra, às vezes ela pode nos ensinar mais que a luz, quando olho para o horror da política brasileira minhas esperanças de um país decente não morrem, pelo contrário, se fortifica. Quando entendemos a natureza da sombra aprendemos também sobre a natureza da luz e como essa luz pode nos ajudar a vencer esses momentos tão cruéis.
Olho para o horror do presente e ele me ensina como não repetir os mesmos erros no futuro, como um médico legista que se dedica a estudar os mortos para ajudar a salvar vidas, a morte ensina a proteger a vida. Por mais trágica que seja a figura de um Eduardo Cunha é preciso aprender com ele a não criarmos mais monstros como ele, sim, porque pessoas como Eduardo Cunha são criações nossas, da nossa boa fé nos discurso sem prática, na nossa sedução pelo caminho do meio, do nosso apego ao fácil, ao comum.
Se desejamos viver em um país decente, mais que não votar em tipos como Eduardo Cunha, devemos matar de uma vez por todas dentro de nós a fábrica de monstros, saber que a justiça é a melhor e única alternativa, sem ela seremos sempre mais ou menos como os monstros que tanto nos horroriza.


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