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Mega Sena: 200 milhões de possibilidades

Amanhã a Mega Sena vai pagar o maior prêmio da sua história, serão R$ 200 milhões, da última vez que acumulou joguei e tive a sensação que iria ganhar, ninguém ganhou. Ganhar a Mega Sena me faz sonhar com o cheiro de comida de minha mãe, com ir ao bar com os amigos de sempre, visitar os lugares da minha afeição, andar com leveza pelos sonhos que me acompanham sempre. Sonhar em ficar milionário fez me faz pensar como deve ser viver de maneira simples como eu vivo, mas com os bolsos cheios de dinheiro.
Dinheiro resolve boa parte dos nossos problemas, e se é para encarar o cinza da vida que seja ao menos com grana. Dinheiro em si não vai fazer de nós pessoas felizes, mas certamente é uma boa companhia para os dias tristes, não sejamos tolos, sem grana pouco somos, desgraçadamente o dinheiro é senhor das nossas vidas, sem ele, já escrevi, até o pastor, homem santo, vira a cara para o fiel pobre que não pode pagar o dizimo.
Tenho muito respeito por aquelas pessoas que largam tudo e dão uma banana para o mundo capitalista e vão viver a vida seguindo o conselho dos passarinhos, respeito os caras que se trancam em um mosteiro e são felizes vivendo com o mínimo ou os monges franciscanos que fazem votos de pobreza, mas não sou assim, também não sou um típico materialista, mas reconheço  que hoje até a quina me faria mais feliz.





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"A felicidade é uma arma quente”

Eu que nunca saio do meu lugar exílio, imagino como o mundo deve ser lindo. Estou tão fantasma em Santo Amaro que me considero um prisioneiro condenado a devorar-me sem piedade e pouco a pouco ir morrendo de tantas angústias que não há sol a iluminar tanta escuridão.
Você descobre que está ficando para trás quando todos da sua geração foram embora. Quando esses seus amigos voltam à cidade e você só fala com eles do passado é sinal também que a amizade já era, ficou presa em algum lugar desse mesmo passado. Nem eles e nem você cabem mais na vida um do outro.
Acostumar-se com migalhas de felicidade, com aparente segurança da rotina é um passo certo para pararmos no tempo, para voltado às pequenas coisas nos tornamos bobos de uma corte morta há tempos.
Torna-se um monumento não é bom, se isso acontece quer dizer que mesmo você estando vivo, todos vão considerá-lo morto. Tenho a impressão que a natureza só mata alguém quando esse alguém já não interfere nem para o bem nem para o mal na vida…

Carta para daqui a 50 anos

Hoje é sábado, 29 de junho de 2013, São Pedro, últimos dos santos juninos, aqui perto em São Francisco, vai ter show “grátis” do Chiclete com Banana, claro que não vou, tem gente em excesso de suposta felicidade e acho um saco tanta gente feliz junta por quase nada, não que eu seja triste, mas a minha felicidade repousa na linha do horizonte, não se resume a uma multidão insana pulando e gritando: “chicle...tê!!!! Em 2063, o maior plano é tá vivo, curtindo minha velhice e ouvindo as histórias da minha filha, ler essa carta nem que seja com uma lupa daquelas de Sherlock Holmes, talvez olhe para uma foto minha de hoje e diga: elementar, meu caro, tudo no fim deu certo. Não pense, eu de hoje, que meu sonho é só envelhecer, há o recheio, como de um sanduíche que comi certa vez e daria para alimentar um uma fila inteirinha de pau de arara, pau de arara eram caminhões que certamente devem ter levado muita gente minha para São Paulo, gente que por lá trabalhou duro e morreu da mais profunda…

Como é viver com ódio?

A internet parece ter sido transformada na vitrine do ódio. Sempre encontro bons vídeos e sites na internet com conteúdo interessante e instrutivo, mas esses sites e vídeos têm baixíssimas visualizações, por outro lado sites e vídeos com conteúdo de ódio ou violência têm milhares de acessos. Canais de políticos que não tem nada de proativo ou ideias criativas e práticas, mas explodem de ódio batem recordes de seguidores que expõe ódio, violência verbal e ameaças.   Parece ser um estado permanente de ódio, seja religioso, sexual, político ou cultural, nada escapa ao ódio. Algumas manifestações de ódio são abertas ou diretas, outras são disfarçadas de altruístas, mas todas têm como objetivo neutralizar qualquer voz dissonante dos que esses furiosos ambidestros pretendem. No mundo da violência emocional odeia-se por um único motivo: não há no mundo espaço para concepções socais diferentes das quais a ambidestra cavaleira do ódio defende.   O ódio emburrece, torna bruto corações e mentes…