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Palácio do Planalto

Fico pensando se o Palácio do Planalto fosse uma empresa particular e  eu o gerente dessa empresa,e essa empresa apresentasse um rombo de mais de mais de 110 bilhões de reais. O que fariam os sindicatos? Aceitariam o plano de demissão em massa dos empregados? Estariam na porta da empresa com seus carros de som pedindo minha demissão?Na perspectiva de hoje os sindicatos nada fariam. Como controlaria uma mega empresa e sabedor de que caráter aqui  se negocia com o talão de cheque na mão , compraria todos os lideres sindicais, empregaria mulheres, amantes e agregados deles na empresa, depois chamaria um acionista qualquer, um Cunha da vida, e diria: - olha aqui é uma área boa para investimentos, você indicar quem bem entender. Ficaria quieto, deixaria o Cunha e os indicados fazerem a festa, mas levaria o meu por fora, para minhas causas pessoais, no mais enquanto ele votasse sempre no que desejasse no conselho da empresa teria tudo.
Quando a merda toda transbordasse, faria cara de contrariado, repetiria mil vezes que sou vitima de um perigoso golpe, é que o Cunha é o único culpado por tudo, que fui enganado e traído, contrataria uma empresa de propaganda com inspiração nazista, misturaríamos faltos históricos, como por exemplo, o capitulo da código de conduta da empresa que diz que o presidente, eu, dever ser afastado por crime de responsabilidade, com algo como um golpe militar, toda nossa propaganda tinha que ter o teor emotivo, "a luta do bem contra o mal",faria com que os poucos trabalhadores indignados ficassem com vergonha de falarem algo contra mim. atacaria as cores da empresa, assim as pessoas ficaram com vergonha de usá-las, nossa propaganda levaria os que estão do nosso lado a ficarem sempre prontos para o ataque, contrataria escritores para escreverem nossas mensagens, artistas para pintarem obras primas em meu louvor, cantores fariam shows tudo pago pela empresa, quem ficasse contra mim ficaria cada vez mais isolado até que prostrado se rendesse.
Os acionistas da empresa, oposição ao meu projeto, não teriam respaldo perante aos trabalhadores, porque nunca fizeram lá grandes coisas para eles, eu criaria  o programa de sensação social, esse programa teria como base fazer com que os empregados tivessem apenas a sensação da conquista, mas nunca conquistariam nada, seria fácil manipular qualquer pessoa, bastaria  incentivar cada vez mais suas emoções, nunca dizer não para elas, pouco a pouco ficariam emocionalmente dependentes da minha gestão, mesmo sofrendo prefeririam não perder o que acham que conquistaram, depois é só misturar tudo com ódio, inveja e rancor de todos para todos que sejam diferentes delas, ou que elas pensem que são diferentes. O resultado é que acabam amando quem mais fodem com elas. 
Destruiria com todos que ficassem contra mim. Contraria jornalistas e juristas para fazerem analises mirabolantes para me defender, redes sociais seriam palco do ódio e desconstrução de fatos e pessoas, quando mais emotiva for a propaganda, mais eficaz é. Os funcionários da empresa deixariam de pensar por si mesmos, para eles "ouvir dizer"  é verdade exata, aliás, na empresa faríamos de tudo para abolir a duvida, valeria o que eu apontasse como verdade absoluta. Ressuscitaria emotivamente horrores do passado, criaria nos movimentos sociais a ideia de justiçamento, no fim até mesmo meus inimigos estariam ao meu lado,  sentiriam vergonha de ficarem contra mim.
Ediney Santana em http://cartasmentirosas.blogspot.com
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