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Mostrando postagens de Agosto 13, 2015

A quem interessa a morte da afetividade?

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A ansiedade pelo novo que envelhece ao nascer nos levou a um estado permanente de intolerância, nada que não nos alimente de constantes novas sensações ou emoções consegue nossa atenção e essa atenção dura pouco mais que alguns minutos, a comoção de agora será esquecida no instante seguinte ao ser dramaticamente sentida por corações viciados em novidades, nada prende atenção para além de infindáveis cinco minutos, tudo nasce desbotado, gasto, para morrer mesmo antes de saber-se existente em nossos sentimentos. O resultado disso, além da intolerância com o que requer mais atenção é um mundo de superficialidade, um mundo no qual a lógica é a valorização de tudo que seja breve e que esgotou em si qualquer possibilidade de múltiplas leituras, tudo deve ser óbvio, rasteiro e de fácil entendimento. Sem memória afetiva, cultural ou política passamos a viver em um mundo sem que tenhamos o controle sobre nada do que somos, como se estivéssemos em um fábrica de produção em massa de andróides f…