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Mostrando postagens de Setembro 17, 2015

O primeiro amor é amarmos a nós mesmos

Não responsabilizo pessoa alguma pelo espelho quebrado no qual me olho, a tendência de responsabilizar alguém pela queda que foi projetada por nós mesmos é uma rota de fuga trágica. Trágica porque não se coloca nos ombros de outra pessoa o peso dos nossos dissabores como se isso nos isentasse dos enganos cultivados por nós mesmos, nos isentasse também da ilusão de que o outro será sempre um porto seguro. O único caminho diante a constatação que não só o rei está nu, mas nós também é a autocrítica, mudar de rota, mesmo que isso signifique o encontro agudo com a dor que tentamos transferir para outra pessoa. Se aceito que eu sou o responsável pelo que fiz de mim, logo me sinto mais seguro para caminhar sem muletas existências, sou eu o que atira pedras no meu espelho, sou eu o que corta a própria carne com navalha e aquele caminho escuro que andei por tanto tempo, aquela fome e humilhação, tudo foi eu mesmo quem quis, no meu tribunal não há outro réu que não eu e a única sentença possí…