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Quando a alma cansa

Ediney Santana
Há um cansaço muito mais terrível que o físico: o cansaço da alma. É com se a pessoa morresse por dentro, lentamente a fogueira interior que aquece a vida vai se apagando, até ficar apenas um fiozinho de fumaça saindo das cinzas do que um dia foi uma alma ativa e vibrante. O cansaço da alma pode levar a depressão, a angústia de viver, pode levar ao desencanto com a própria vida, o cansaço da alma são escombros invisíveis a sufocar, matar e sepultar quem se olha e não se sente mais parte da vida.
Ao contrário do cansaço físico que pode nos vencer de uma única vez, mas com um pouco de descanso estamos prontos novamente para enfrentar novas batalhas, o cansaço da alma são pedrinhas que vão se juntando e não notamos, sem percebermos somatizamos essas pedrinhas e seus limos, cada uma traz algum desencanto, até que chegue o dia no qual somos nos transformamos em pessoas de pedra, duras, incapazes de emoção ou de emocionar, como pedras apenas existimos, mas não há mais vida.
É preciso cuidado para quem abrimos nossos corações, como lidamos com a realidade, o valor dado às coisas fúteis. É preciso saber escolher os caminhos bons para andarmos. Tudo que há na vida tem valor, a luz e escuridão. Fingir que não há problemas, que a vida é perfeita a partir do que acreditamos ser “perfeito” não vai resolver a situação, é preciso acreditar na velha máxima:” Tudo flui”, Heráclito estava certo, tudo passa e tudo é breve, por isso mesmo cada segundo das nossas vidas devem ser dedicado a leveza de viver e quando a alma cansar, não esquecermos que se há vida o tempo bom pode sempre vencer o tempo mal.
Minhas dores e tristezas não são caminhos para sepultura ou pior, não são autorizações para que eu leve dor ou tristeza para vida de pessoa alguma, ninguém é mais responsável pelo que me tornei do que eu mesmo, por tanto saber que estou perdido é o primeiro passo para encontrar o caminho certo, o caminho rumo à felicidade.
  


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