Coxinhas unidos jamais serão vencidos

Li recentemente uma pesquisa que fazia uma radiografia de quem eram as pessoas, a maioria delas, que vão para ruas protestar contra ou a favor do governo. Excetuando-se os pobres, desempregados e moradores de rua aliciados por alguns trocados para vestirem camisas vermelhas; todos são coxinhas, classe média. A maioria são de servidores públicos que agarrados a estabilidade se sentem mais corajosos para o enfrentamento aos “conservadores”, “ reacionárias” e claro “ golpistas” que afinal são seus colegas de classe social e férias na Europa. Ainda temos os estudantes, aqueles seres que no passado amavam o país, mas hoje pega feio amar o país, isso é coisa de “fascista”, hoje ama-se um partido, porque sem esse partido o avô do meu avô ainda estaria em uma senzala e eu corro sério riscos de voltar para senzala. Pobres estudantes, com suas línguas afiadas em xerox de capítulos de livros, recortes da alienação. E por fim temos os que são aliciados, são esses que fazem número, depois das manifestações voltam para suas calçadas, para a invisibilidade social.
A vitimização política afina os discursos de ambos os lados, ambos vivem loucos atrás de uma fato que renda curtidas na internet, um soco na cara, um gás de pimenta nos olhos, enfim, qualquer violência que os façam heróis da canalhice política que assola o país. 
A boa notícia é que essa classe média elitista de direita e esquerda, esses golpistas da razão e dignidade estão cada vez mais isolados, eles não perceberam (são muito soberbos para prestarem atenção no que não os “representa”), mas estão cada vez mais isolados, cada vez mais serão mortos vivos no cenário político e cultural do país, serão jogados no limbo do que de fato são. http://poesiaeguerra.blogspot.com.br

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